Como aplicar limites aos filhos

As crianças precisam de limites. Como educar com disciplina nossos filhos. Uma disciplina eficaz na hora de aplicar limites aos nossos filhos é o mais importante. Se apresentamos uma boa regra, nosso filho estará disposto a cumpri-la porque o que eles querem é nos agradar.

Não estamos preparados para estabelecer limites. alta-nos habilidade para fazê-lo. Falamos demais, exageramos na emoção, e em muitos casos, equivocamo-nos na nossa forma de expressar com clareza e demasiada autoridade. Quando necessitamos dizer aos nossos filhos que devem fazer algo e “agora” (recolher os brinquedos, ir para a cama, etc.), devemos ter em conta alguns conselhos básicos:
É frequente ouvir de nós mesmos e de outros pais, expressões como “comporte-se bem”, “seja bom”, ou “não faça isso”. As expressões significam diferentes coisas para diferentes pessoas. Nossos filhos nos entenderão melhor se dermos nossas ordens de uma forma mais concreta. Um limite bem específico diz a uma criança exatamente o que deve ser feito. “Fale baixinho na biblioteca”; “Dê de comer ao cachorro agora”; “Segure na minha mão para atravessar a rua”. Esta é uma forma que pode aumentar substancialmente a relação de cumplicidade com seu filho.

O que fazer para que as crianças sejam obedientes
Em muitos casos podemos dar aos nossos filhos uma oportunidade limitada de dizer como cumprir suas ordens. A liberdade de oportunidade faz com que uma criança sinta uma sensação de poder e controle, reduzindo as resistências. Por exemplo: “É hora do banho. Você quer tomar banho quente ou frio?”; “Está na hora de se vestir. Você escolhe sua roupa ou quer que eu escolha?”. Esta é uma forma mais fácil e rápida de dizer a uma criança exatamente o que fazer.

Obediência e disciplina
Em questões realmente importantes, quando existe uma resistência à obediência, necessitamos aplicar a disciplina com firmeza. Uma disciplina firme diz a uma criança que ela deve parar com tal comportamento e obedecer suas ordens imediatamente. Por exemplo: “Vá para o seu quarto agora”, ou “Pare! Os brinquedos não são para atirar”. Os limites firmes são melhor aplicados com uma voz segura, sem gritos, e um sério olhar no rosto. Os limites mais suaves supõem que a criança tem opção de obedecer ou não. Exemplos de limites leves: “Por que não leva seus brinquedos para fora daqui?”; “Você deve fazer as tarefas da escola agora”; ” Venha pra casa agora, está bem?” e “Eu realmente gostaria que se limpasse”. Esses limites são apropriados para momentos quando se deseja que a criança aja num certo caminho. De qualquer modo, para essas poucas obrigações, “deve estar feito”, você será melhor cúmplice do seu filho se lhe aplica uma ordem firme. A firmeza está entre o suave e o autoritário.

Os meninos são mais receptivas em fazer o que lhes ordenam. Ordens como “não”, ou “pare” dizem a uma criança o que é inaceitável, mas não explica que comportamento realmente gostaria. Em geral, é melhor dizer a uma criança o que deve fazer (“Fale baixo”) antes do que não deve fazer (“Não grite”). Pais autoritários dão mais ordens “não”, enquanto os demais estão propensos a dar a ordem de “fazer”.

Quando dizemos “quero que vá pra cama agora mesmo”, estamos criando uma luta de poder pessoal com nossos filhos. Uma boa estratégia é fazer constar a regra de uma forma impessoal. Por exemplo: “São 8 horas, hora de se deitar” e lhes ensine as horas. Neste caso, alguns conflitos e sentimentos estarão entre a criança e o relógio.

Explique o porquê aos filhos
Quando uma pessoa entende o motivo de uma regra, como uma forma de prevenir situações perigosas para si mesmas e para outros, se sentirá mais animada a obedecê-la. Deste modo, quando se aplica um limite, deve-se explicar à criança o porque tem que obedecer. Entendendo a razão para a ordem, ajuda as crianças a desenvolverem valores internos de conduta ou comportamento – uma consciência. Antes de dar uma longa explicação que pode distrair as crianças, manifeste a razão em poucas palavras. Por exemplo: “Não morda as pessoas. Isso vai machucá-las”; “Se você joga fora os brinquedos das outras crianças, elas se sentirão tristes porque elas ainda vão querer brincar com eles”.

Seja positivo com o seu filhos
Sempre que aplicar um limite ao comportamento de uma criança, tente indicar uma alternativa aceitável. Por fazê-lo, soará menos negativo e seu filho se sentirá menos em desvantagem. Deste modo, empenhe-se em dizer: “Não sei se você gostaria do meu batom, mas isso é para os lábios e não para brincar. Aqui você tem um lápis e um papel em troca”. Outro exemplo seria dizer: “Não posso te dar um caramelo antes da janta, mas posso te dar um sorvete de chocolate depois”. Oferecendo-lhe alternativas, a estará ensinando que seus sentimentos e desejos são aceitáveis. Este é um caminho de expressão mais correto.

Seja flexível com o seu filho
Uma regra concreta de limite é evitar uma ordem repetitiva. Uma rotina flexível (dormir às 8 da noite, às 8 e meia na próxima, e às 9 na outra noite) é um convite à resistência e se torna impossível se cumprir. Rotinas e regras importantes na família deveriam ser efetivas dia após dia, ainda que esteja cansado ou indisposto. Se você dá ao seu filho a oportunidade de contornar as suas regras, eles seguramente tentarão resistir.

Desaprove a conduta, não a criança
É necessário que deixemos claro para nossos filhos que nossa desaprovação está relacionada ao seu comportamento e não diretamente a eles. Não os estamos rejeitando. Longe de dizer “Criança má” (desaprovação da criança). Deveríamos dizer: “Não morda” (desaprovação da conduta). Em lugar de dizer “realmente não posso te controlar quando você age dessa maneira”, deveríamos dizer: “Essas latas não são para jogar fora. Devem permanecer na prateleira do armário”.

Controle as emoções
Os especialistas dizem que quando os pais estão muito irritados, castigam mais severamente e são mais propensos a ser verbamente e/ou físicamente abusivos com seus filhos. Existem fases que necessitamos agir com mais calma e contar até dez antes de agir. A disciplina é basicamente ensinar a criança como deve se comportar. Não se pode ensinar com eficiência se você é extremamente emocional. Diante de um mal comportamento, o melhor é respirar por um minuto e depois perguntar com calma: “o que aconteceu aqui?”. Todas as crianças necessitam que seus pais estabeleçam regras de conduta para o comportamento aceitável. Quanto mais mestres em aplicarmos os limites, maior será a cooperação que receberemos dos nossos filhos e menor será a necessidade de aplicar as disciplinas desagradáveis para que se cumpram. O resultado é uma atmosfera caseira mais agradável para os pais e filhos.

(Autor: Charles E. Schaefer, Ph.D., é um professor de psicologia e diretor do Centro de Servicios Psicológicos na Universidad de Fairleigh Dickinson. É autor de mas de 40 livros, incluindo “Teach your child to behave disciplining with love from 2 to 8 years”. – “Ensine sua criança a se comportar, disciplinando-a com amor dos 2 aos 8 anos”).

Fonte: https://br.guiainfantil.com/disciplina/171-como-aplicar-limites-aos-filhos.html

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Cansaço e sono na gravidez

 

Por que estou tão cansada, agora que fiquei grávida?
A gravidez sobrecarrega todo o seu corpo, daí o cansaço. O sintoma de que as mulheres mais se lembram do começo da gravidez é a constante sensação de exaustão.

Até quem costuma ficar acordada até tarde de repente se vê tendo de fazer força para manter os olhos abertos diante do programa preferido na TV, à noite, ou mesmo no cinema.

Ao longo de toda a gestação, mas principalmente no primeiro trimestre, seu corpo está trabalhando duro. Você está fabricando a importantíssima placenta, o sistema que sustentará o seu filho. Esse processo só será concluído no final do primeiro trimestre.

Seus níveis hormonais e seu metabolismo estão mudando rápido, e ao mesmo tempo as taxas de açúcar no sangue e a pressão tendem a cair. Tudo isso contribui para a sensação de cansaço.

Quanto tempo o cansaço e o sono vão durar?
Cada pessoa é diferente, mas nas grávidas o cansaço costuma ser maior no primeiro trimestre e no começo do segundo trimestre.

O bom é que lá pela metade do segundo trimestre você deve sentir uma sensação de energia, suficiente para durar até o terceiro trimestre. É o momento ideal para aproveitar a gravidez e tomar conta de todos os preparativos para a chegada do bebê.

Lá por volta da 28a semana seu nível de energia deve começar a cair novamente.

Em algum caso o cansaço pode ser sinal de outra coisa?
Em algumas situações, o sono, o cansaço e a falta completa de motivação podem ser sinal de uma depressão. Principalmente se você estiver também com muitos sentimentos negativos. Nesse caso, converse com o médico.

A sensação de exaustão e fadiga pode ser um sintoma também de anemia, um problema que é bastante comum na gravidez.

A anemia pode ser detectada por um simples exame de sangue, e tratada com uma boa alimentação e com suplementação de ferro.

O que posso fazer para combater o cansaço?

Ouça o que seu corpo está pedindo
Tente tirar sonecas sempre que puder, e faça de tudo para ir para a cama cedo. Não estranhe se começar a recusar convites para sair.

No trabalho, fechar os olhos por alguns minutos já faz diferença — se você tiver a sorte de ter algum lugar onde possa descansar um pouco, aproveite.

Algumas grávidas apelam até para um descanso rápido em uma sala vazia, ou para um descanso instantâneo de cinco minutos no banheiro mesmo.

Tente adaptar seu cotidiano
Veja se existe a possibilidade de mudar seu horário para escapar do trânsito mais pesado ou do calor. Se já tem filhos, aceite ajuda de outras pessoas para tomar conta deles, para que você possa descansar um pouco e dormir.

Tome cuidado com a alimentação
Você vai precisar de cerca de 300 calorias extras por dia — e não estamos falando de chocolate. Uma dieta saudável, composta de legumes, verduras, frutas, leite desnatado e carnes magras vai lhe dar a energia de que você tanto precisa.

Comidas gordurosas, doces ou farinhentas demais, por outro lado, acabam sabotando sua disposição.

Aguente firme e tenha paciência
Logo você estará no segundo trimestre e voltará a ter energia. A maioria das mulheres acha o período entre o quarto e o sétimo mês o melhor de toda a gravidez, pois estão se sentindo ótimas. Não se esqueça de que fabricar um bebê é um trabalho e tanto, portanto, se achar que precisa dormir, faça de tudo para arranjar tempo e fechar os olhos, nem que só por alguns minutos.

Fonte: https://brasil.babycenter.com/a1500477/cansa%C3%A7o-e-sono-na-gravidez

MOLEIRA NO BEBÊ: TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE O ASSUNTO

 

Saiba tudo sobre as moleiras, como saber se são normais, os cuidados necessários, a moleira funda ou baixa e a moleira alta
As moleiras são espaços sem ossos na cabeça do bebê. “Elas existem para permitir um adequado crescimento do cérebro no primeiro ano de vida, período onde a cabeça cresce mais”, explica a pediatra Rita de Cassia Silveira, presidente do comitê de neonatologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

Quando a moleira fecha

O fechamento da moleira irá depender do local. “As duas principais são a fontanela anterior ou bregmática que deverá estar fechada até uma ano e meio, 18 meses, de idade e a posterior até 9 meses”, conta Rita de Cassia.

A localização das moleiras

As moleiras estão localizadas nas divisórias dos ossos que compões o crânio. “Um recém-nascido tem até oito moleiras, mas algumas não são visíveis por serem espaços muito pequenos”, constata Rita de Cassia. As principais moleiras são a fontanela anterior, localizada no centro da cabeça do bebê quando o olhamos de cima, e a fontanela posterior, que fica no centro da parte de trás da cabeça.

Moleiras baixas ou fundas

Algumas moleiras podem ficar fundas ou baixas. “Isto ocorre se os ossos estão interpostos, ou houve um parto difícil, pode haver cavalgamento entre as suturas da taba óssea e as moleiras ficam menores, ou até mais fundas, sem significar doença, mas também pode ser sinal de desidratação”, observa Rita de Cassia. Diante de uma moleira funda ou baixa é importante entrar em contato com o pediatra. “Se a causa for desidratação, deve-se aumentar a oferta hídrica e tratar a causa e base”, conta Rita de Cassia. Saiba mais sobre moleira funda aqui.

Moleira alta

Outras moleiras podem estar mais altas, tensas ou abauladas. “Pode significar uma lesão ocupando espaço no cérebro e causando o que se chama de hipertensão intracraniana, condição grave e com uma série de riscos. Ainda pode significar edema cerebral com hipertensão intracraniana”, alerta Rita de Cassia. Diante de uma moleira alta é importante entrar em contato com o pediatra.

Como saber se a moleira está normal

Algumas moleiras podem parecer que estão pulsando, mas não se preocupe, isto é normal, principalmente quando ocorre de forma leve. “O fator de ser pulsátil pode significar hipertensão intracraniana, em alguns casos, mas sempre associado com outras alterações, como malformações congênitas”, conta Rita de Cassia.

A moleira normal é aquela que não está funda ou alta, tem uma apresentação plana e às vezes pulsáteis. “Ela também tem o tamanho de uma a duas polpas digitais”, afirma Rita de Cassia. O principal cuidado que se precisa ter os as moleiras é não bater nelas.

Fonte: https://bebemamae.com/recem-nascido/moleira-no-bebe-tire-suas-duvidas-sobre-o-assunto

Os cuidados necessários no primeiro trimestre de gravidez

A barriguinha ainda não dá sinais, mas os três meses iniciais são os mais críticos para a formação do bebê. Saiba o que fazer neste período.

Muitas mulheres nem desconfiam ainda da gravidez e uma verdadeira revolução já está se armando dentro delas. A produção de alguns hormônios cai, outros, específicos da gestação, passam a ser fabricados, a placenta começa a se formar e, rapidamente, o bebê desenvolve os principais órgãos. Até o final dos três primeiros meses, ele já vai estar até fazendo biquinho e mexendo pés e mãos. Tudo acontece num piscar de olhos!

E é preciso estar atenta, pois essa também é a fase mais crítica para abortos e malformações decorrentes de doenças e deficiências nutricionais maternas. Então, não descuide: se você está tentando engravidar ou desconfia que o sonhado filhote já pode estar a caminho, confira os exames que deve fazer, entre numa dieta adequada e adote hábitos mais saudáveis. Afinal, esta é a hora de garantir um final feliz para sua gravidez.

Onde mora o perigo

“Em uma situação ideal, os cuidados deveriam começar antes mesmo da decisão de engravidar”, afirma Victor Bunduki, especialista em medicina fetal, professor da Faculdade de Medicina da USP e professor assistente da Universidade René Descartes, de Paris, França. Na fase pré-concepcional, o obstetra pode analisar os antecedentes obstétricos e genéticos do casal, levantando casos de abortos recorrentes e de problemas de fundo genético, como a síndrome de Down. “A suplementação com ácido fólico é outro cuidado que, quanto antes for iniciado, melhor. A carência desse nutriente está diretamente relacionada à maior incidência de problemas neurológicos graves, como a ocorrência de DFTNs (defeitos no fechamento do tubo neural do bebê), que pode resultar em anencefalia”, alerta Bunduki.

Também é hora de imunizar a mãe contra doenças que possam comprometer a formação do feto, como a rubéola e a hepatite B. É o momento ainda de as hipertensas equilibrarem a pressão arterial, de as diabéticas controlarem o nível glicêmico e de as mulheres com tendência a engordar ou que começam a gestação mais pesadas iniciarem uma dieta para manter o peso em limites aceitáveis sem comprometer o desenvolvimento do bebê.

Muitas vezes, porém, a gravidez acontece sem planejamento. E aí, o jeito é dar a partida no pré-natal assim que o resultado positivo se confirme. “É melhor não perder tempo, já que o primeiro trimestre é a base do bom desenvolvimento fetal. Nesse momento, muitos problemas que resultariam em abortos e malformações podem ser corrigidos”, aconselha a obstetra Rosa Maria Ruocco, médica assistente da divisão de clínica obstétrica do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Afastando o risco de abortos

É preciso lembrar que o embrião possui metade da carga genética do pai e que essa bagagem é “estranha” ao organismo materno. Em circunstâncias normais, o bebê dribla o sistema imunológico da mãe e consegue chegar ao útero, dando início ao seu desenvolvimento e à formação da placenta, que vai nutri-lo e protegê-lo até o final da gestação. Há casos, porém, em que esse script fica incompleto. Um dos riscos é de que o sistema imunológico da mãe rejeite o embrião por considerá-lo um corpo estranho, provocando um aborto precoce.

Quem já teve abortos espontâneos antes deve ficar esperta: “Alguns problemas exigem medicação especial logo após a concepção, outros podem ser revertidos com o uso de anticoagulantes, corticosteróides ou progesterona, desde que sejam identificados cedo”, avisa Rosa Ruocco. Não há tempo a perder também quando a causa dos abortos naturais é uma circunstância conhecida como incompetência istmo-cervical. Trata-se de uma dilatação excessiva do colo de útero, a qual pode ser corrigida por meio de uma cirurgia simples, a cerclagem, antes que o bebê comece a ganhar peso – novamente, agir logo no início da gravidez aumenta as chances de sucesso.

Grávidas muito especiais

Os primeiros meses de gestação são particularmente críticos também para as mulheres com distúrbios que alterem a circulação ou sejam de fundo auto-imune. “Diabéticas, hipertensas, portadoras de problemas de tireóide ou de hipófise exigem cuidados redobrados ao longo de toda a gravidez, mas, no primeiro trimestre, eles são ainda mais indispensáveis”, alerta o ginecologista João Bortoletti, especialista em medicina fetal do departamento de obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo. Essas disfunções comprometem a liberação de hormônios essenciais para o bom crescimento das células, prejudicando o desenvolvimento do bebê.

“Outra complicação especialmente grave no primeiro trimestre são doenças como toxoplasmose, rubéola e citomegalovirose, que também prejudicam a formação da placenta e do bebê”, diz Rosa Ruocco. Seja qual for o caso, a medicina fetal hoje possui recursos para identificar e tratar precocemente muitos desses problemas. Dois exames são superimportantes para as mulheres que estejam em um desses grupos de risco ou tenham mais de 35 anos: o ultra-som morfológico e a translucência nucal. O primeiro permite detectar qualquer alteração estrutural do feto, como ausência de órgãos e membros, enquanto a translucência pode identificar com pequena margem de erro problemas genéticos, como a síndrome de Down.

“Alterações no tamanho da nuca do bebê e ausência ou diminuição do osso nasal no feto são sinais de alerta importantes. Mas precisam ser identificados na hora certa. Por isso, o primeiro trimestre da gestação é um período precioso para garantir as melhores condições de desenvolvimento para o bebê”, afirma Victor Bunduki.

Mudanças de hábito

Se você está grávida ou planeja ter um bebê em breve, é hora de tomar alguns cuidados extras, em prática aquele velho plano de cultivar hábitos mais saudáveis de vida. Quem dá as dicas são os obstetras Rosa Maria Ruocco e Victor Bunduki.

Suspenda o uso de analgésicos e antitérmicos. Só use remédios recomendados pelo obstetra.
Diante do menor atraso menstrual, asmáticas, diabéticas, hipertensas e portadoras de problemas vasculares precisam substituir ou regular as doses dos medicamentos que usam no controle dessas doenças.
Cremes dermatológicos que contenham ácido retinóico na fórmula não podem ser empregados, pois causam malformações. Evite também a exposição desnecessária a raio X.
Fumantes precisam abandonar o vício ou, pelo menos, reduzir o consumo para até quatro cigarros diários. Bebidas alcoólicas e outras drogas devem ser igualmente descartadas. O alerta vale também para o futuro papai.
Elimine ou diminua significativamente o consumo de cafeína, presente no café, chá preto, refrigerantes à base de cola e chocolates.
Se você é adepta de atividades físicas de alto impacto, converse com o obstetra sobre a conveniência de diminuir o ritmo nesse primeiro trimestre.
Previna-se contra a toxoplasmose. Não coma carnes cruas ou malpassadas e lave muito bem frutas e verduras. Use luvas sempre que manusear carnes cruas ou mexer na terra. Se tem gato, peça a outra pessoa para limpar a caixinha de areia do bichano.

Alimente sua gravidez

Certas carências nutricionais da mãe podem comprometer o desenvolvimento do bebê. Precisa estar particularmente atenta desnutrição subclínica. Mesmo sem nenhum sintoma aparente, as mulheres portadoras dessa condição apresentam déficit de nutrientes e, por isso, o organismo delas não consegue suprir as necessidades do feto. Além da indispensável suplementação de ácido fólico no primeiro trimestre, a nutricionista Tânia Rodrigues, diretora técnica da RG Nutri Consultoria Nutricional, faz uma lista do que não pode faltar de jeito nenhum numa gestação saudável.

Ácido fólico

Evita a ocorrência de DFTN (defeito no fechamento do tubo neural do bebê), que pode resultar em problemas graves, como a anencefalia e espinha bífida.
Onde encontrar: espinafre, feijão-branco,brócolis, laranja,repolho branco, fígado bovino,abacate, grão-de-bico, lentilha, escarola, pão de centeio.

Vitaminas do complexo B

Equilibram a energia da mãe e são indispensáveis ao desenvolvimento neurológico e cerebral do bebê.
Onde encontrar: fígado e carne bovina, peixe, ovos, leite e cereais integrais. Equilibram a energia da mãe e são indispensáveis ao desenvolvimento neurológico e cerebral do bebê.

Vitamina B6

Previne contra as náuseas e enjôos, comuns no primeiro trimestre de gravidez, e contra a depressão.
Onde encontrar: fígado e carne bovina, cereais integrais e banana. Leite e derivados. Previne contra as náuseas e enjôos, comuns no primeiro trimestre de gravidez, e contra a depressão.

Cálcio

Regula os hormônios do bebê e garante a boa formação óssea. É chave para a composição do sangue. Sua carência leva à anemia e predispõe à geração de bebês de baixo peso e à ocorrência de hemorragias e infecções no parto.
Onde encontrar: carnes e grãos em geral, vegetais verde-escuros.

Ferro e zinco

Garante o crescimento normal do feto e é importante na formação das células. No primeiro trimestre de gestação previne o cretinismo, que causa retardo mental no bebê. Mas deve ser consumido com moderação.
Onde encontrar: fígado, carnes e leite.

Iodo

O excesso de iodo agrava inchaços e faz subir a pressão arterial.
Onde encontrar: sal iodado, frutos do mar e peixes de água salgada.

Fibras

Ativam o funcionamento intestinal da mãe, que estará prejudicado por causa dos hormônios da gravidez.
Onde encontrar: verduras, legumes, frutas e cereais integrais, como aveia, trigo, milho e arroz.

 

Fonte: https://bebe.abril.com.br/gravidez/os-cuidados-necessarios-no-primeiro-trimestre-de-gravidez/

Desfralde para iniciantes

Não é de estranhar que você não veja a hora de seu filho largar logo as fraldas. Afinal vai parecer um sonho não precisar mais trocar fralda a toda hora, sem contar a economia!

Mas você sabe quanto tempo demora o processo todo do desfraldamento?

É verdade que para algumas crianças o problema todo se resolve em poucos dias. Porém, para a maioria, é um aprendizado que pode levar meses.

As chances de sucesso serão muito maiores se a família toda estiver bem informada e deixar bem claro para a criança o que vai acontecer.

1 – Tenha certeza de que a criança está pronta

Existe uma ideia mais ou menos generalizada de que a idade certa para tirar a fralda da criança é por volta dos 2 anos.

Mas cada pessoa é diferente e, assim como elas aprendem a andar em momentos distintos, a hora ideal para aprender a fazer xixi e cocô no penico ou na privada pode variar muito.

Há algumas crianças que só ficam realmente preparadas para iniciar o desfraldamento quando têm mais de 3 anos. Para saber se é o caso do seu filho, confira nossa lista de sinais de que chegou a hora.

Se achar que seu filho não está pronto, resista à pressão da família e da escola, ou então faça uma tentativa sabendo que é provável que tenha de voltar atrás antes que o estresse se instale.

2 – Providencie os equipamentos necessários

Não é nada muito complicado: arranje um penico ou um adaptador para o vaso sanitário (uma espécie de anel que evita que a criança “caia” dentro da privada).

Talvez seja melhor começar com o penico: com os pés apoiados no chão, a criança vai ter mais facilidade para fazer força na hora de fazer cocô.

Um livrinho sobre o assunto pode ajudar, mas não é essencial.

3 – Deixe seu filho se acostumar ao penico

Para começar, acostume seu filho a se sentar no penico uma vez por dia, mesmo que ainda sem tirar a roupa. Escolha um momento em que ele costuma fazer cocô — depois do café da manhã, depois do almoço ou antes do banho.

Se ele não quiser se sentar, deixe estar. Nunca force a criança a sentar no penico, nem a segure. E não force a barra se seu filho estiver assustado. As consequências no futuro podem ser bem ruins, principalmente por causa da prisão de ventre.

Caso a criança resista a se interessar pelo desfraldamento, o melhor é esquecer o assunto por algumas semanas, e depois fazer uma nova tentativa. Nessa fase, não precisa nem explicar muito para que serve o penico. O objetivo é só acostumá-la ao objeto.

4 – Sente-o no penico sem a fralda

Depois da fase de acostumar a criança a sentar no penico, sua meta vai ser convencê-la a sentar sem a fralda. Segure a ansiedade e deixe que ela só se sente ali, para ver como é.

E comece a explicar direitinho o que é isso que a mamãe e o papai fazem todo dia: sentam lá (no vaso sanitário, no caso de vocês) para fazer as necessidades.

Se seu filho captar logo a ideia e já fizer alguma coisa, ótimo! Mas não o force a conseguir. É importante que o interesse no processo seja dele, não seu.

5 – Explique o processo

Uma boa ideia é mostrar para a criança para onde o cocô vai. Quando ele fizer cocô na fralda, leve a fralda suja até o penico e ponha o cocô ali, para mostrar onde é o lugar certo.

Depois, esvazie o penico jogando as fezes no vaso sanitário, e dê ao seu filho o privilégio de ajudar a apertar a descarga (só se ele quiser — há crianças que têm medo).

Mostre também que depois é preciso se limpar, vestir a roupa de novo e lavar as mãos.

6 – Incentive seu filho

Estimule a criança a usar o penico sempre que tiver vontade de fazer xixi ou cocô. Deixe bem claro que basta chamar que você poderá levá-la ao banheiro.

Se der, aproveite uma época de calor, que é mais favorável para o processo, e deixe-a circular pelada, com o penico bem à vista.

Diga a seu filho que ele pode usar o penico quando quiser, e o lembre de vez em quando.

Mas preste atenção: não adianta ficar levando a criança de hora em hora ao banheiro. Você precisa ensiná-la a pedir. Senão, na primeira oportunidade em que você esquecer de levá-la, ou estiver fazendo outra coisa, o xixi vai escapar na roupa mesmo.

A comunicação e o controle do esfíncter (que variam, dependendo da maturidade de cada criança) são fundamentais para o processo de desfraldamento.

7 – Capriche na cueca e na calcinha

Cuecas e calcinhas de personagens ou com desenhos fazem sucesso. Você pode fazer um grande carnaval, mostrando ao seu filho como ele é grande e importante por já usar cueca (ou calcinha, no caso de meninas).

Mas você não precisa usar a roupa de baixo bonitinha e cara o tempo todo. Arranje também umas bem baratinhas, porque os acidentes serão inevitáveis e as trocas, bem frequentes.

Existem também fraldas de treinamento, as chamadas pull-ups. A vantagem é que elas funcionam como fraldas, mas são vestidas como uma calcinha ou cueca, portanto dá para a criança abaixar e levantar sozinha, se quiser ir ao banheiro. Muito mais fácil que abrir e fechar a fralda.

O inconveniente é que elas são mais caras. Uma alternativa é ter um pacote só para sair, quando você não pode arriscar uma escapada de xixi ou cocô.

Temos um artigo especial sobre como desfraldar meninas e desfraldar meninos — não deixe de ler.

8 – Tenha muita calma na hora dos acidentes

As escapadas e acidentes acontecem com praticamente todas as crianças, não tem jeito. É difícil manter a calma, mas se esforce para não perder o controle.

Não vale a pena castigar ou punir a criança pela escapada. Os músculos dela estão ainda aprendendo e treinando o controle das fezes e da urina, e o processo leva algum tempo.

Quando acontecer o acidente, limpe tudo com tranquilidade e só diga ao seu filho que, da próxima vez, vai ser mais legal se ele usar o peniquinho.

Caso os acidentes fiquem muito frequentes, tenha a sabedoria de voltar atrás sem medo ou vergonha. É possível que o organismo do seu filho ainda não esteja preparado, e é melhor voltar a tentar daí a alguns meses.

9 – Comece a fazer o desfraldamento noturno

… Mas só quando a criança estiver preparada! Pode demorar — anos até! O organismo da criança demora bastante para ser capaz de despertá-la se for necessário fazer xixi no meio da noite.

O que você pode fazer é tentar diminuir a quantidade de líquido que seu filho toma antes de dormir, e dizer a ele que chame você se precisar ir ao banheiro durante a noite.

Só se aventure a tirar a fralda noturna quando, por diversas noites seguidas, a fralda tiver amanhecido completamente seca.

E saiba que, mesmo que tudo dê certo, um xixi na cama ou outro faz parte da infância.

10 – Parabéns, você conseguiu!

Acredite. Por mais que demore, seu filho vai aprender a fazer xixi e cocô no lugar certo. E aí você não vai precisar trocar fraldas por um bom tempo — bom, pelo menos até o próximo bebê, ou quem sabe o netinho…

 

Fonte: https://brasil.babycenter.com/a3400179/desfraldamento-para-iniciantes

Vômito e regurgitação: O que é normal e o que não é

É normal o bebê vomitar?

Nas primeiras semanas, é comum que os bebês vomitem com frequência. Eles ainda estão se acostumando à alimentação, e o sistema digestivo deles está em desenvolvimento.

O vômito é diferente da regurgitação, aqueles “queijinhos” que voltam em pequenas quantidades. Quando a criança vomita, o volume é bem maior, e é provável que ela chore, porque fica assustada.

Vomitar pode ter várias causas: desde o enjôo por andar de carro até a má digestão. Às vezes, uma crise de choro ou de tosse pode acionar o reflexo do vômito. Por isso, prepare-se: nos próximos anos você deve presenciar pelo menos alguns episódios de vômito.

De modo geral, o vômito costuma melhorar entre seis e 24 horas depois do início do sintoma, mesmo sem tratamento. Se o bebê estiver com boa aparência, bem disposto e continuar engordando, não há motivo de preocupação.

 

Quando preciso me preocupar?

Nos primeiros meses do bebê, os vômitos normalmente são causados por problemas simples, como mamar demais ou muito rápido.

Depois desses primeiros meses, quando a criança vomita, é provável que ela tenha pego algum vírus que cause gastroenterite, embora os vômitos possam também acompanhar infecções no sistema respiratório, infecções urinárias ou até otites (há crianças que vomitam quando têm febre ou quando tomam remédios, por exemplo).

Em casos raros, os vômitos podem indicar uma doença mais grave. Veja quais são os sinais de alerta:
forte dor abdominal
barriga inchada
prostração ou irritabilidade acentuada
convulsões
vômitos repetidos, que deixam a criança exausta, ou que persistem por mais de 24 horas
sinais de desidratação, como boca seca, ausência de lágrimas, afundamento da moleira, diminuição da quantidade de urina (molhar menos que seis fraldas por dia)
presença de sangue ou bile (uma substância verde ou amarelada) no vômito

Se houver só um pouquinho de sangue no vômito, não é preciso se apavorar. O motivo pode ser o rompimento de vasinhos sanguíneos no esôfago, por causa do estresse da regurgitação forçada. O vômito também pode ter sangue se o bebê tiver engolido-o de um machucado na boca ou se tiver tido um sangramento nasal nas últimas seis horas.

Se você tiver dado gelatina vermelha para o bebê, ela pode parecer sangue no vômito ou nas fezes, por isso antes de se assustar tente lembrar o que ele comeu nas últimas horas.

Outro motivo comum para a presença de sangue no vômito ou na regurgitação do bebê é que ele tenha ingerido o sangue que saiu do peito rachado da mãe. Nesse caso não é preciso se preocupar.

Caso a quantidade de sangue no vômito aumente ou persista, fale com o pediatra. Às vezes vale até a pena guardar um pouco do vômito para mostrar a ele. A presença de bile verde pode indicar um bloqueio intestinal, um problema grave.

Vômito persistente e em jato, até meia hora depois de mamar, pode ser um sinal de estenose hipertrófica do piloro, um problema raro que geralmente aparece quando o bebê tem poucas semanas de vida. O bebê vomita porque o músculo que controla a válvula entre o estômago e o intestino fica aumentado, e não abre o suficiente para deixar o alimento passar. É uma condição que exige uma cirurgia simples, mas que precisa de atendimento imediato.

Tente não se desesperar a cada episódio de vômito. Acontece com toda criança em algum momento, e normalmente não é nada de grave — tirando a trabalheira de lavar toda a roupa de cama, ou o tapete, ou o sofá, ou sua blusa novinha… Você vai acabar se acostumando. E é mais um motivo para, quando sair com o bebê, colocar na bolsa, além de uma troca de roupa para ele, uma troca de blusa para você.

Algumas crianças são mais “vomitadeiras” que outras. Se você tem um desses, vale a pena deixar um kit de emergência a postos, principalmente no carro: saco plástico, toalha e um pote vazio de sorvete, por exemplo, para minimizar o prejuízo.

Há ainda crianças que tendem a forçar o vômito como forma de birra. Para esse tipo de circunstância, o melhor é conversar com um médico para determinar a melhor maneira de reagir sem agravar ainda mais o problema.

 

Fonte: https://brasil.babycenter.com/a1500121/v%C3%B4mito-e-regurgita%C3%A7%C3%A3o-o-que-%C3%A9-normal-e-o-que-n%C3%A3o-%C3%A9

A importância do berço na vida do bebê

A chegada de um bebê é sempre motivo de muita festa e comemoração – em especial para a futura mamãe. A mulher curte cada detalhe, desde a escolha das roupas até a decoração do quarto. Um dos itens mais importantes nesta fase é o berço, que abrigará o novo membro da família.

Além de bonito e aconchegante, é importante que este móvel seja seguro, afinal é lá que o bebê passará a maior parte de seu tempo. Inclusive, a partir do próximo ano será obrigatória uma certificação destes móveis junto aos órgãos credenciados pelo Inmetro. O objetivo desta nova norma é garantir muito mais que conforto e sim segurança ao usuário.

Mas, independentemente da certificação, na hora de comprar um berço, os pais precisam estar atentos a alguns detalhes essenciais. Por exemplo, é preciso notar se há bordas ou partes salientes que podem machucar o bebê. O ideal é optar sempre por arestas arredondadas, que sejam isentas de rebarbas.

É importante também verificar se o produto apresenta risco de tombamento. Ainda na loja, com o estrado na parte de cima do berço, faça um esforço lateral, verificando se o berço suporta essa pressão sem apresentar o risco de virar, ocasionando assim um acidente grave ao bebê ou à criança.

É preciso ter atenção ainda quanto ao colchão. Quando ele não faz parte do produto, o fabricante do berço deve informar as dimensões indicadas para o encaixe perfeito. Os pais precisam se atentar quanto à fixação do colchão no estrado, evitando que a criança possa levantá-lo sozinha de dentro do berço.

A nova norma trás algumas novidades quanto à fixação dos parafusos, que devem ser projetados para serem removidos com precisão, facilitando assim a montagem e a desmontagem. Para evitar acidentes com os dedinhos, os furos acessíveis devem ser menores que 7 mm. Outras aberturas devem estar entre 12 e 25 mm e 45 e 65 mm, evitando prender outros membros dos bebês. A distância entre as laterais do berço e entre a base e as extremidades não deve passar de 25 mm.

Sobre a altura ideal para as laterais e cabeceiras do berço, os pais devem considerar para o recém-nascido a altura mínima de 30 cm com o estrado no ponto mais alto. No ponto mais baixo, sem a regulagem, a altura mínima é de 60 cm. Caso contrário, há risco de o bebê pular por cima das grades.

É preciso ter atenção em relação aos berços que se transformam em mini-cama. A ideia de aumentar o período de vida do produto é muito boa, mas é importante verificar se ele continuará trazendo aconchego, beleza e principalmente segurança à criança. O ideal é que os bebês fiquem no berço até pelo menos dois anos de idade. Depois disso, a mini-cama com grade lateral é o mais indicado.

Outra dica interessante, mas que não é obrigatória na norma é utilizar berços que possuem a opção de instalação de protetor de PVC na parte superior da grade. Estes protetores facilitam a higienização e preservam o acabamento do produto.

Por fim, é importante saber sobre a idoneidade da fábrica e da loja. Pesquise empresas que sejam tradicionais no segmento, que tenham respeito ao consumidor, com garantias, padronização em seus processos e certificados de qualidade, como ISO 9001. Quanto ao produto, solicite o atestado de certificação atualizado. Este documento garante que o produto foi exaustivamente testado quanto à sua flexibilidade, durabilidade e quanto à utilização de pintura atóxica.

Escolhendo o produto certo, cabe aos pais manterem-se atentos aos movimentos do bebê. Afinal, mesmo seguindo a todos os requisitos das normas, o mais importante é ficar de olho na criança para evitar acidentes. A saúde e a segurança do seu filho não tem preço.

 

Fonte: https://www.campograndenews.com.br/artigos/a-importancia-do-berco-na-vida-do-bebe

 

Bullying: o perigo está ao lado

Em uma sociedade excludente, o bullying cresce a cada dia

O fenômeno bullying tem causado preocupação entre os pais e educadores. Trata-se da violência física e verbal (humilhação, discriminação, deboche, exclusão, apelidos pejorativos) entre crianças e adolescentes. O bullying pode gerar transtornos psíquicos capazes de trazer consequências para a vida toda.

Em uma sociedade excludente, o bullying cresce a cada dia. No Brasil, 45% das crianças ou adolescentes já sofreram algum tipo de agressão emocional ou física. São números assustadores. A agressão acontece em diversos ambientes frequentados pelos jovens, mas especialmente no que deveria ser o mais protegido: dentro das escolas. E recentemente vem ocorrendo via internet, com a popularização de comunidades como o Facebook, gerando o cyberbullying. Esse tipo de violência nem sempre fere o corpo, mas invariavelmente machuca a psique, destrói os sonhos, asfixia a autoestima, a liberdade e o encanto pela vida.

Chamar uma criança ou um adolescente de baleia, elefantinho, botijão de gás, por estar acima do peso, é uma brutalidade sem tamanho. Cabeção, narigudo, magricela, branquela, negrinho são palavras cortantes. Não há “brincadeiras” inocentes quando se diminui, se inferioriza ou se humilha uma pessoa, seja quem for. Jamais um jovem deveria ser feito de palhaço ou menosprezado por características físicas, psíquicas, culturais ou religiosas.

Pais e professores precisam dar atenção especial a essa agressividade. Uma criança sofria de grave miopia, o que a obrigava a usar óculos. Os colegas constantemente a humilhavam, chamando-a de “quatro olhos” e “ceguinha”. Como se já não bastasse o constrangimento dos apelidos maldosos, esses mesmos colegas passaram a retirar os óculos da menina no horário do recreio, isolando-a assim dos outros. Ela ficava sozinha na sala de aula, vivenciando rejeição e solidão. Seus pais e professores não se deram conta das mudanças que se operavam, fazendo com que a menininha crescesse insegura, frágil, hipersensível e depressiva. Sutis agressões mudaram sua história.

Essa agressão causa enormes prejuízos no desenvolvimento emocional e às vezes cognitivo, no funcionamento da mente e na percepção da realidade. Vários estudos relatam que crianças que são objeto de zombaria quando pronunciam palavras erradas na frente de colegas têm enorme dificuldade para falar em público espontaneamente. Mesmo adolescentes considerados “gênios” desenvolvem insegurança, depressão ou até fobia social quando são desprezados por alguma anomalia física ou de comportamento. Jovens intelectualmente brilhantes, mas que foram humilhados pelo desempenho deficiente em algumas provas escolares, tornam-se vítimas do sentimento de incapacidade e bloqueiam sua capacidade de raciocinar. Alguns jovens que saem assassinando colegas de escola e assombrando o mundo com sua agressão foram frequentemente assombrados pelo bullying ao longo da sua história.

Um dos maiores erros educacionais é investir na prevenção das agressões, descuidando de fortalecer os jovens para que se tornem capazes de se proteger dos ataques. É fundamental aprender a proteger-se emocionalmente, e esse é um aprendizado que deve ser intensamente trabalhado em casa e na escola.

Preocupo-me muito em preparar os jovens para a vida. Proteger a emoção é apenas uma das ações necessárias. Entre outras, destaco pensar antes de reagir, expor e não impor ideias, trabalhar perdas e frustrações, resiliência, raciocínio esquemático, cidadania, espírito empreendedor, responsabilidade ambiental.

Alguns podem achar que a tentativa de trabalhar essas funções no psiquismo da juventude parece um grito no deserto, algo distante de qualquer possibilidade de realização. Para mim, é meu grande sonho. Sonho em dar uma humilde contribuição para formar pensadores, atores sociais saudáveis e autores da própria história. O futuro da humanidade depende dos jovens de hoje.

 

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/bullying-o-perigo-esta-ao-lado/

Não limite os passos do seu bebê

Muitos pais colocam os bebês em andadores acreditando que com essa atitude seus filhos irão começar a andar mais cedo

Depois de três meses de idade, um bebê mediano começa a rolar deliberadamente (e não acidentalmente como anteriormente fazia). Primeiramente, o movimento de rolar será de frente para trás, depois de trás para a frente. Com seis meses de idade, o bebê irá conseguir sentar-se sem apoio. Entre os seis meses e os dez meses, a maioria dos bebês começam a se deslocar por conta própria: arrastando-se e engatinhando.

Bebês que engatinham tornam-se mais sensíveis ao lugar onde os objetos estão, começam a perceber mais o que mundo que o cerca. Se os objetos que o rodeiam podem se deslocar e como eles se parecem. É uma fase de muitas descobertas.

O ato de engatinhar auxilia para que o bebê comece a desenvolver noções de distância e profundidade. A partir do momento que ele começa a ter autonomia para se movimentar mais, o bebê começa a ouvir advertências do tipo “Volte aqui”. Quando os adultos pegam o bebê e os vira em outra direção mais segura, o bebê irá começar a se lembrar dessas instruções quando ele seguir para uma direção de um objeto proibido. Com isso, o condiciona a olhar para os cuidadores para saber se uma situação é segura ou perigosa, surgindo, assim, uma habilidade já conhecida como referencial social.

Ao segurar nas mãos de alguém ou se apoiar em algum móvel, o bebê consegue ficar de pé pouco depois dos sete meses de idade. Em pouco tempo, o bebê irá largar o apoio e ficará de pé sozinho. Um bebê mediano conseguir ficar em pé normalmente uma ou duas semanas antes do primeiro aniversário (ou seja antes de 1 ano de idade). Logos após o primeiro aniversário, uma criança mediana consegue andar razoavelmente bem.

Muitos pais colocam os bebês em andadores acreditando que com essa atitude seus filhos irão começar a andar mais cedo. O andador restringe a exploração motora do bebê, além de limitar a visão que o bebê tem acerca dos seus próprios movimentos, com isso, os andadores podem retardar o desenvolvimento da habilidade motora de seu bebê, afetando assim na psicomotricidade do mesmo.

Com dois anos de idade, a criança começa a subir degraus, um de cada vez, colocando um pés após o outro no mesmo degrau, mais tarde ela alternará os pés. Somente depois é que ela irá passar a descer degraus. Aos 3 anos de idade, a criança já consegue correr, pular, equilibra-se brevemente em um pé só e a partir daí ela começa a saltar.

Marcos do Desenvolvimento Motor:

Habilidade 50% 90%
Rolar 3 meses 5 meses
Pegar um chocalho 3 meses 4 meses
Sentar sem apoio 5 meses 7 meses
Ficar em pé apoiando em algo 7 meses 9 meses
Pegar com o polegar e o indicador 8 meses 10 meses
Ficar em pé sozinho e com firmeza 11 meses 13 meses
Andar bem 12 meses 14 meses
Montar uma torre com 2 cubos 14 meses 20 meses
Subir escadas 16 meses 21 meses
Pular no mesmo lugar 23 meses 24 meses
Copiar um círculo 3 anos 4 anos

A relação entre o corpo e os objetos situados no espaço ao seu redor contribui para a consciência de si próprio e contribui para o seu desempenho no espaço. Com a percepção ampla do corpo, vem uma seguinte etapa, a de consciência de cada segmento corporal, qual realiza de forma interna (sentindo uma parte de seu próprio corpo) e externa (a percepção em relação ao corpo alheio como se fosse um “espelho).

Ajuriaguerra (1972) defende a ideia de que a por meio do corpo a criança elabora todas as suas experiências vitais e contribui para a organização de sua personalidade. A construção da imagem corporal está associada as estruturas mentais, devido a maturação cognitiva os movimentos se tornam mais elaborados, coordenados e complexos.

Devido a imagem corporal, a criança começa a delinear as primeiras noções espaciais, devido a distância percebida entre ela e o objeto, e a partir de seu próprio corpo a criança esboça as primeiras noções de profundidade, quando ela flexiona o tronco de seu corpo.

A evolução da imagem corporal e a aprendizagem dependem de um equilíbrio entre a quantidade e a qualidade das relações integradas: objeto, corpo e meio social. A imagem corporal contribui também para a organização das emoções, que naturalmente depende da relação e interação com o outro, aliás, também fatores como tempo e momento.

Na criança sua imagem corporal depende, compreende e completa-se na imagem do corpo do outro e os outros que a rodeiam a envolvem, até porque o outro para criança é o centro de suas atenções e motivações, com isso a criança canaliza toda a sua afetividade nessa interação com o outro.

 

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/nao-limite-os-passos-do-seu-bebe/

Mimar não é amar

Crianças mimadas crescem egocêntricas e não respeitam a autoridade dos adultos

Atualmente, é muito comum ver crianças nos corredores do shopping, supermercados ou em uma loja de brinquedos dando um “show” de berros, choros ou se debatendo no chão, porque querem alguma coisa e seus pais não querem ou não podem dar. Para minimizar essa vergonha em público, os pais ou adultos que acompanham a criança acabam cedendo, e aí o jogo fica 1 x 0 para a criança, que na próxima vez já saberá o que deve fazer para conseguir o que quer.

De acordo com a coach familiar Valéria Ribeiro, existem vários fatores que levam uma criança a ser mimada e todos eles estão relacionados aos comportamentos dos adultos que convivem com essa criança, indo desde a superproteção até uma certa negligência. Entre esses fatores estão: o desacordo dos pais sobre qual método de educação usar (rivalidade entre o casal); sobre algo que é proibido em um dia e permitido em outro; pais muito ocupados que querem compensar o filho pela sua ausência, dando presentes e realizando desejos além do que é normal (aniversário, Natal ou um dia especial); medo de que aconteça algo muito ruim para o filho; pais que tratam seu filho como um bibelô; pensam que os filhos têm que ter tudo aquilo que os pais não tiveram; e medo de não serem amados ao dizer “não”, frustrando os desejos da criança.

A questão é que os pais só entenderão que têm um filho mimado muitos anos depois, quando os caprichos da criança se tornarem normais e suas demandas aumentarem. “A criança mimada é aquela que não aceita uma frustração e sempre reage querendo se posicionar no centro das atenções.

 

São vários os sinais que indicam que uma criança é mimada:

Quando os pais acreditam que o filho está sempre certo, independentemente da situação, e mesmo que o filho esteja errado.

– Dependência exagerada dos pais para tomada de decisão (superproteção)
– Dificuldade em dividir
– Birras frequentes
– A criança só come a comida favorita dela
– Nunca ajuda os pais ou outra pessoa
– Mostra desagrado com frequência
– Usa de manipulações
– Sempre precisa ser convencida e persuadida
– Não aceita não como resposta

Há uma diferença entre mimar e dar afeto. É preciso encontrar o equilíbrio entre dar afeto e situações em que a vontade dos pais deverão prevalecer, não por serem pais autoritários, mas por saberem o que é melhor para a criança naquele momento. Segundo a especialista, o mimo é quando a criança é tratada com carinho excessivo, satisfazendo todas suas vontades. Mimar uma criança é amar do jeito errado.

Criança que é mimada tende a não respeitar regras quando for adolescente ou adulto. Afinal, ela foi criada como a ‘dona do mundo’ e tudo o que ela deseja deve ser satisfeita, destaca. Além de que, na fase da adolescência ela pode passar a ter comportamentos de risco ou desenvolver comportamento delinquentes, tais como praticante de bullying, pois foi tratada como “realeza” a vida toda e não tolera que outra pessoa não concorde com seu jeito de pensar e agir.

Apesar dos pais acreditarem que uma criança mimada não tem mais solução, isso não é verdade, mas é certo que dará bastante trabalho e exigirá persistência, paciência e determinação dos pais para que os comportamentos e atitudes mudem, até o ponto em que a criança reconhecerá e respeitará os limites a ela impostos. Durante o processo de reeducação fale com voz calma, mas firme, diga a criança o quanto a ama, mas que seus comportamentos errados devem ser corrigidos. Converse com toda a família, isso inclui avós, tias e babás, sobre a reeducação e a importância para a criança, para que suas atitudes não caiam por terra por ter algum adulto que está satisfazendo as vontades da criança secretamente.

 

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/mimar-nao-e-amar/