Como aplicar limites aos filhos

As crianças precisam de limites. Como educar com disciplina nossos filhos. Uma disciplina eficaz na hora de aplicar limites aos nossos filhos é o mais importante. Se apresentamos uma boa regra, nosso filho estará disposto a cumpri-la porque o que eles querem é nos agradar.

Não estamos preparados para estabelecer limites. alta-nos habilidade para fazê-lo. Falamos demais, exageramos na emoção, e em muitos casos, equivocamo-nos na nossa forma de expressar com clareza e demasiada autoridade. Quando necessitamos dizer aos nossos filhos que devem fazer algo e “agora” (recolher os brinquedos, ir para a cama, etc.), devemos ter em conta alguns conselhos básicos:
É frequente ouvir de nós mesmos e de outros pais, expressões como “comporte-se bem”, “seja bom”, ou “não faça isso”. As expressões significam diferentes coisas para diferentes pessoas. Nossos filhos nos entenderão melhor se dermos nossas ordens de uma forma mais concreta. Um limite bem específico diz a uma criança exatamente o que deve ser feito. “Fale baixinho na biblioteca”; “Dê de comer ao cachorro agora”; “Segure na minha mão para atravessar a rua”. Esta é uma forma que pode aumentar substancialmente a relação de cumplicidade com seu filho.

O que fazer para que as crianças sejam obedientes
Em muitos casos podemos dar aos nossos filhos uma oportunidade limitada de dizer como cumprir suas ordens. A liberdade de oportunidade faz com que uma criança sinta uma sensação de poder e controle, reduzindo as resistências. Por exemplo: “É hora do banho. Você quer tomar banho quente ou frio?”; “Está na hora de se vestir. Você escolhe sua roupa ou quer que eu escolha?”. Esta é uma forma mais fácil e rápida de dizer a uma criança exatamente o que fazer.

Obediência e disciplina
Em questões realmente importantes, quando existe uma resistência à obediência, necessitamos aplicar a disciplina com firmeza. Uma disciplina firme diz a uma criança que ela deve parar com tal comportamento e obedecer suas ordens imediatamente. Por exemplo: “Vá para o seu quarto agora”, ou “Pare! Os brinquedos não são para atirar”. Os limites firmes são melhor aplicados com uma voz segura, sem gritos, e um sério olhar no rosto. Os limites mais suaves supõem que a criança tem opção de obedecer ou não. Exemplos de limites leves: “Por que não leva seus brinquedos para fora daqui?”; “Você deve fazer as tarefas da escola agora”; ” Venha pra casa agora, está bem?” e “Eu realmente gostaria que se limpasse”. Esses limites são apropriados para momentos quando se deseja que a criança aja num certo caminho. De qualquer modo, para essas poucas obrigações, “deve estar feito”, você será melhor cúmplice do seu filho se lhe aplica uma ordem firme. A firmeza está entre o suave e o autoritário.

Os meninos são mais receptivas em fazer o que lhes ordenam. Ordens como “não”, ou “pare” dizem a uma criança o que é inaceitável, mas não explica que comportamento realmente gostaria. Em geral, é melhor dizer a uma criança o que deve fazer (“Fale baixo”) antes do que não deve fazer (“Não grite”). Pais autoritários dão mais ordens “não”, enquanto os demais estão propensos a dar a ordem de “fazer”.

Quando dizemos “quero que vá pra cama agora mesmo”, estamos criando uma luta de poder pessoal com nossos filhos. Uma boa estratégia é fazer constar a regra de uma forma impessoal. Por exemplo: “São 8 horas, hora de se deitar” e lhes ensine as horas. Neste caso, alguns conflitos e sentimentos estarão entre a criança e o relógio.

Explique o porquê aos filhos
Quando uma pessoa entende o motivo de uma regra, como uma forma de prevenir situações perigosas para si mesmas e para outros, se sentirá mais animada a obedecê-la. Deste modo, quando se aplica um limite, deve-se explicar à criança o porque tem que obedecer. Entendendo a razão para a ordem, ajuda as crianças a desenvolverem valores internos de conduta ou comportamento – uma consciência. Antes de dar uma longa explicação que pode distrair as crianças, manifeste a razão em poucas palavras. Por exemplo: “Não morda as pessoas. Isso vai machucá-las”; “Se você joga fora os brinquedos das outras crianças, elas se sentirão tristes porque elas ainda vão querer brincar com eles”.

Seja positivo com o seu filhos
Sempre que aplicar um limite ao comportamento de uma criança, tente indicar uma alternativa aceitável. Por fazê-lo, soará menos negativo e seu filho se sentirá menos em desvantagem. Deste modo, empenhe-se em dizer: “Não sei se você gostaria do meu batom, mas isso é para os lábios e não para brincar. Aqui você tem um lápis e um papel em troca”. Outro exemplo seria dizer: “Não posso te dar um caramelo antes da janta, mas posso te dar um sorvete de chocolate depois”. Oferecendo-lhe alternativas, a estará ensinando que seus sentimentos e desejos são aceitáveis. Este é um caminho de expressão mais correto.

Seja flexível com o seu filho
Uma regra concreta de limite é evitar uma ordem repetitiva. Uma rotina flexível (dormir às 8 da noite, às 8 e meia na próxima, e às 9 na outra noite) é um convite à resistência e se torna impossível se cumprir. Rotinas e regras importantes na família deveriam ser efetivas dia após dia, ainda que esteja cansado ou indisposto. Se você dá ao seu filho a oportunidade de contornar as suas regras, eles seguramente tentarão resistir.

Desaprove a conduta, não a criança
É necessário que deixemos claro para nossos filhos que nossa desaprovação está relacionada ao seu comportamento e não diretamente a eles. Não os estamos rejeitando. Longe de dizer “Criança má” (desaprovação da criança). Deveríamos dizer: “Não morda” (desaprovação da conduta). Em lugar de dizer “realmente não posso te controlar quando você age dessa maneira”, deveríamos dizer: “Essas latas não são para jogar fora. Devem permanecer na prateleira do armário”.

Controle as emoções
Os especialistas dizem que quando os pais estão muito irritados, castigam mais severamente e são mais propensos a ser verbamente e/ou físicamente abusivos com seus filhos. Existem fases que necessitamos agir com mais calma e contar até dez antes de agir. A disciplina é basicamente ensinar a criança como deve se comportar. Não se pode ensinar com eficiência se você é extremamente emocional. Diante de um mal comportamento, o melhor é respirar por um minuto e depois perguntar com calma: “o que aconteceu aqui?”. Todas as crianças necessitam que seus pais estabeleçam regras de conduta para o comportamento aceitável. Quanto mais mestres em aplicarmos os limites, maior será a cooperação que receberemos dos nossos filhos e menor será a necessidade de aplicar as disciplinas desagradáveis para que se cumpram. O resultado é uma atmosfera caseira mais agradável para os pais e filhos.

(Autor: Charles E. Schaefer, Ph.D., é um professor de psicologia e diretor do Centro de Servicios Psicológicos na Universidad de Fairleigh Dickinson. É autor de mas de 40 livros, incluindo “Teach your child to behave disciplining with love from 2 to 8 years”. – “Ensine sua criança a se comportar, disciplinando-a com amor dos 2 aos 8 anos”).

Fonte: https://br.guiainfantil.com/disciplina/171-como-aplicar-limites-aos-filhos.html

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Cansaço e sono na gravidez

 

Por que estou tão cansada, agora que fiquei grávida?
A gravidez sobrecarrega todo o seu corpo, daí o cansaço. O sintoma de que as mulheres mais se lembram do começo da gravidez é a constante sensação de exaustão.

Até quem costuma ficar acordada até tarde de repente se vê tendo de fazer força para manter os olhos abertos diante do programa preferido na TV, à noite, ou mesmo no cinema.

Ao longo de toda a gestação, mas principalmente no primeiro trimestre, seu corpo está trabalhando duro. Você está fabricando a importantíssima placenta, o sistema que sustentará o seu filho. Esse processo só será concluído no final do primeiro trimestre.

Seus níveis hormonais e seu metabolismo estão mudando rápido, e ao mesmo tempo as taxas de açúcar no sangue e a pressão tendem a cair. Tudo isso contribui para a sensação de cansaço.

Quanto tempo o cansaço e o sono vão durar?
Cada pessoa é diferente, mas nas grávidas o cansaço costuma ser maior no primeiro trimestre e no começo do segundo trimestre.

O bom é que lá pela metade do segundo trimestre você deve sentir uma sensação de energia, suficiente para durar até o terceiro trimestre. É o momento ideal para aproveitar a gravidez e tomar conta de todos os preparativos para a chegada do bebê.

Lá por volta da 28a semana seu nível de energia deve começar a cair novamente.

Em algum caso o cansaço pode ser sinal de outra coisa?
Em algumas situações, o sono, o cansaço e a falta completa de motivação podem ser sinal de uma depressão. Principalmente se você estiver também com muitos sentimentos negativos. Nesse caso, converse com o médico.

A sensação de exaustão e fadiga pode ser um sintoma também de anemia, um problema que é bastante comum na gravidez.

A anemia pode ser detectada por um simples exame de sangue, e tratada com uma boa alimentação e com suplementação de ferro.

O que posso fazer para combater o cansaço?

Ouça o que seu corpo está pedindo
Tente tirar sonecas sempre que puder, e faça de tudo para ir para a cama cedo. Não estranhe se começar a recusar convites para sair.

No trabalho, fechar os olhos por alguns minutos já faz diferença — se você tiver a sorte de ter algum lugar onde possa descansar um pouco, aproveite.

Algumas grávidas apelam até para um descanso rápido em uma sala vazia, ou para um descanso instantâneo de cinco minutos no banheiro mesmo.

Tente adaptar seu cotidiano
Veja se existe a possibilidade de mudar seu horário para escapar do trânsito mais pesado ou do calor. Se já tem filhos, aceite ajuda de outras pessoas para tomar conta deles, para que você possa descansar um pouco e dormir.

Tome cuidado com a alimentação
Você vai precisar de cerca de 300 calorias extras por dia — e não estamos falando de chocolate. Uma dieta saudável, composta de legumes, verduras, frutas, leite desnatado e carnes magras vai lhe dar a energia de que você tanto precisa.

Comidas gordurosas, doces ou farinhentas demais, por outro lado, acabam sabotando sua disposição.

Aguente firme e tenha paciência
Logo você estará no segundo trimestre e voltará a ter energia. A maioria das mulheres acha o período entre o quarto e o sétimo mês o melhor de toda a gravidez, pois estão se sentindo ótimas. Não se esqueça de que fabricar um bebê é um trabalho e tanto, portanto, se achar que precisa dormir, faça de tudo para arranjar tempo e fechar os olhos, nem que só por alguns minutos.

Fonte: https://brasil.babycenter.com/a1500477/cansa%C3%A7o-e-sono-na-gravidez

MOLEIRA NO BEBÊ: TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE O ASSUNTO

 

Saiba tudo sobre as moleiras, como saber se são normais, os cuidados necessários, a moleira funda ou baixa e a moleira alta
As moleiras são espaços sem ossos na cabeça do bebê. “Elas existem para permitir um adequado crescimento do cérebro no primeiro ano de vida, período onde a cabeça cresce mais”, explica a pediatra Rita de Cassia Silveira, presidente do comitê de neonatologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

Quando a moleira fecha

O fechamento da moleira irá depender do local. “As duas principais são a fontanela anterior ou bregmática que deverá estar fechada até uma ano e meio, 18 meses, de idade e a posterior até 9 meses”, conta Rita de Cassia.

A localização das moleiras

As moleiras estão localizadas nas divisórias dos ossos que compões o crânio. “Um recém-nascido tem até oito moleiras, mas algumas não são visíveis por serem espaços muito pequenos”, constata Rita de Cassia. As principais moleiras são a fontanela anterior, localizada no centro da cabeça do bebê quando o olhamos de cima, e a fontanela posterior, que fica no centro da parte de trás da cabeça.

Moleiras baixas ou fundas

Algumas moleiras podem ficar fundas ou baixas. “Isto ocorre se os ossos estão interpostos, ou houve um parto difícil, pode haver cavalgamento entre as suturas da taba óssea e as moleiras ficam menores, ou até mais fundas, sem significar doença, mas também pode ser sinal de desidratação”, observa Rita de Cassia. Diante de uma moleira funda ou baixa é importante entrar em contato com o pediatra. “Se a causa for desidratação, deve-se aumentar a oferta hídrica e tratar a causa e base”, conta Rita de Cassia. Saiba mais sobre moleira funda aqui.

Moleira alta

Outras moleiras podem estar mais altas, tensas ou abauladas. “Pode significar uma lesão ocupando espaço no cérebro e causando o que se chama de hipertensão intracraniana, condição grave e com uma série de riscos. Ainda pode significar edema cerebral com hipertensão intracraniana”, alerta Rita de Cassia. Diante de uma moleira alta é importante entrar em contato com o pediatra.

Como saber se a moleira está normal

Algumas moleiras podem parecer que estão pulsando, mas não se preocupe, isto é normal, principalmente quando ocorre de forma leve. “O fator de ser pulsátil pode significar hipertensão intracraniana, em alguns casos, mas sempre associado com outras alterações, como malformações congênitas”, conta Rita de Cassia.

A moleira normal é aquela que não está funda ou alta, tem uma apresentação plana e às vezes pulsáteis. “Ela também tem o tamanho de uma a duas polpas digitais”, afirma Rita de Cassia. O principal cuidado que se precisa ter os as moleiras é não bater nelas.

Fonte: https://bebemamae.com/recem-nascido/moleira-no-bebe-tire-suas-duvidas-sobre-o-assunto

Desfralde para iniciantes

Não é de estranhar que você não veja a hora de seu filho largar logo as fraldas. Afinal vai parecer um sonho não precisar mais trocar fralda a toda hora, sem contar a economia!

Mas você sabe quanto tempo demora o processo todo do desfraldamento?

É verdade que para algumas crianças o problema todo se resolve em poucos dias. Porém, para a maioria, é um aprendizado que pode levar meses.

As chances de sucesso serão muito maiores se a família toda estiver bem informada e deixar bem claro para a criança o que vai acontecer.

1 – Tenha certeza de que a criança está pronta

Existe uma ideia mais ou menos generalizada de que a idade certa para tirar a fralda da criança é por volta dos 2 anos.

Mas cada pessoa é diferente e, assim como elas aprendem a andar em momentos distintos, a hora ideal para aprender a fazer xixi e cocô no penico ou na privada pode variar muito.

Há algumas crianças que só ficam realmente preparadas para iniciar o desfraldamento quando têm mais de 3 anos. Para saber se é o caso do seu filho, confira nossa lista de sinais de que chegou a hora.

Se achar que seu filho não está pronto, resista à pressão da família e da escola, ou então faça uma tentativa sabendo que é provável que tenha de voltar atrás antes que o estresse se instale.

2 – Providencie os equipamentos necessários

Não é nada muito complicado: arranje um penico ou um adaptador para o vaso sanitário (uma espécie de anel que evita que a criança “caia” dentro da privada).

Talvez seja melhor começar com o penico: com os pés apoiados no chão, a criança vai ter mais facilidade para fazer força na hora de fazer cocô.

Um livrinho sobre o assunto pode ajudar, mas não é essencial.

3 – Deixe seu filho se acostumar ao penico

Para começar, acostume seu filho a se sentar no penico uma vez por dia, mesmo que ainda sem tirar a roupa. Escolha um momento em que ele costuma fazer cocô — depois do café da manhã, depois do almoço ou antes do banho.

Se ele não quiser se sentar, deixe estar. Nunca force a criança a sentar no penico, nem a segure. E não force a barra se seu filho estiver assustado. As consequências no futuro podem ser bem ruins, principalmente por causa da prisão de ventre.

Caso a criança resista a se interessar pelo desfraldamento, o melhor é esquecer o assunto por algumas semanas, e depois fazer uma nova tentativa. Nessa fase, não precisa nem explicar muito para que serve o penico. O objetivo é só acostumá-la ao objeto.

4 – Sente-o no penico sem a fralda

Depois da fase de acostumar a criança a sentar no penico, sua meta vai ser convencê-la a sentar sem a fralda. Segure a ansiedade e deixe que ela só se sente ali, para ver como é.

E comece a explicar direitinho o que é isso que a mamãe e o papai fazem todo dia: sentam lá (no vaso sanitário, no caso de vocês) para fazer as necessidades.

Se seu filho captar logo a ideia e já fizer alguma coisa, ótimo! Mas não o force a conseguir. É importante que o interesse no processo seja dele, não seu.

5 – Explique o processo

Uma boa ideia é mostrar para a criança para onde o cocô vai. Quando ele fizer cocô na fralda, leve a fralda suja até o penico e ponha o cocô ali, para mostrar onde é o lugar certo.

Depois, esvazie o penico jogando as fezes no vaso sanitário, e dê ao seu filho o privilégio de ajudar a apertar a descarga (só se ele quiser — há crianças que têm medo).

Mostre também que depois é preciso se limpar, vestir a roupa de novo e lavar as mãos.

6 – Incentive seu filho

Estimule a criança a usar o penico sempre que tiver vontade de fazer xixi ou cocô. Deixe bem claro que basta chamar que você poderá levá-la ao banheiro.

Se der, aproveite uma época de calor, que é mais favorável para o processo, e deixe-a circular pelada, com o penico bem à vista.

Diga a seu filho que ele pode usar o penico quando quiser, e o lembre de vez em quando.

Mas preste atenção: não adianta ficar levando a criança de hora em hora ao banheiro. Você precisa ensiná-la a pedir. Senão, na primeira oportunidade em que você esquecer de levá-la, ou estiver fazendo outra coisa, o xixi vai escapar na roupa mesmo.

A comunicação e o controle do esfíncter (que variam, dependendo da maturidade de cada criança) são fundamentais para o processo de desfraldamento.

7 – Capriche na cueca e na calcinha

Cuecas e calcinhas de personagens ou com desenhos fazem sucesso. Você pode fazer um grande carnaval, mostrando ao seu filho como ele é grande e importante por já usar cueca (ou calcinha, no caso de meninas).

Mas você não precisa usar a roupa de baixo bonitinha e cara o tempo todo. Arranje também umas bem baratinhas, porque os acidentes serão inevitáveis e as trocas, bem frequentes.

Existem também fraldas de treinamento, as chamadas pull-ups. A vantagem é que elas funcionam como fraldas, mas são vestidas como uma calcinha ou cueca, portanto dá para a criança abaixar e levantar sozinha, se quiser ir ao banheiro. Muito mais fácil que abrir e fechar a fralda.

O inconveniente é que elas são mais caras. Uma alternativa é ter um pacote só para sair, quando você não pode arriscar uma escapada de xixi ou cocô.

Temos um artigo especial sobre como desfraldar meninas e desfraldar meninos — não deixe de ler.

8 – Tenha muita calma na hora dos acidentes

As escapadas e acidentes acontecem com praticamente todas as crianças, não tem jeito. É difícil manter a calma, mas se esforce para não perder o controle.

Não vale a pena castigar ou punir a criança pela escapada. Os músculos dela estão ainda aprendendo e treinando o controle das fezes e da urina, e o processo leva algum tempo.

Quando acontecer o acidente, limpe tudo com tranquilidade e só diga ao seu filho que, da próxima vez, vai ser mais legal se ele usar o peniquinho.

Caso os acidentes fiquem muito frequentes, tenha a sabedoria de voltar atrás sem medo ou vergonha. É possível que o organismo do seu filho ainda não esteja preparado, e é melhor voltar a tentar daí a alguns meses.

9 – Comece a fazer o desfraldamento noturno

… Mas só quando a criança estiver preparada! Pode demorar — anos até! O organismo da criança demora bastante para ser capaz de despertá-la se for necessário fazer xixi no meio da noite.

O que você pode fazer é tentar diminuir a quantidade de líquido que seu filho toma antes de dormir, e dizer a ele que chame você se precisar ir ao banheiro durante a noite.

Só se aventure a tirar a fralda noturna quando, por diversas noites seguidas, a fralda tiver amanhecido completamente seca.

E saiba que, mesmo que tudo dê certo, um xixi na cama ou outro faz parte da infância.

10 – Parabéns, você conseguiu!

Acredite. Por mais que demore, seu filho vai aprender a fazer xixi e cocô no lugar certo. E aí você não vai precisar trocar fraldas por um bom tempo — bom, pelo menos até o próximo bebê, ou quem sabe o netinho…

 

Fonte: https://brasil.babycenter.com/a3400179/desfraldamento-para-iniciantes

A importância do berço na vida do bebê

A chegada de um bebê é sempre motivo de muita festa e comemoração – em especial para a futura mamãe. A mulher curte cada detalhe, desde a escolha das roupas até a decoração do quarto. Um dos itens mais importantes nesta fase é o berço, que abrigará o novo membro da família.

Além de bonito e aconchegante, é importante que este móvel seja seguro, afinal é lá que o bebê passará a maior parte de seu tempo. Inclusive, a partir do próximo ano será obrigatória uma certificação destes móveis junto aos órgãos credenciados pelo Inmetro. O objetivo desta nova norma é garantir muito mais que conforto e sim segurança ao usuário.

Mas, independentemente da certificação, na hora de comprar um berço, os pais precisam estar atentos a alguns detalhes essenciais. Por exemplo, é preciso notar se há bordas ou partes salientes que podem machucar o bebê. O ideal é optar sempre por arestas arredondadas, que sejam isentas de rebarbas.

É importante também verificar se o produto apresenta risco de tombamento. Ainda na loja, com o estrado na parte de cima do berço, faça um esforço lateral, verificando se o berço suporta essa pressão sem apresentar o risco de virar, ocasionando assim um acidente grave ao bebê ou à criança.

É preciso ter atenção ainda quanto ao colchão. Quando ele não faz parte do produto, o fabricante do berço deve informar as dimensões indicadas para o encaixe perfeito. Os pais precisam se atentar quanto à fixação do colchão no estrado, evitando que a criança possa levantá-lo sozinha de dentro do berço.

A nova norma trás algumas novidades quanto à fixação dos parafusos, que devem ser projetados para serem removidos com precisão, facilitando assim a montagem e a desmontagem. Para evitar acidentes com os dedinhos, os furos acessíveis devem ser menores que 7 mm. Outras aberturas devem estar entre 12 e 25 mm e 45 e 65 mm, evitando prender outros membros dos bebês. A distância entre as laterais do berço e entre a base e as extremidades não deve passar de 25 mm.

Sobre a altura ideal para as laterais e cabeceiras do berço, os pais devem considerar para o recém-nascido a altura mínima de 30 cm com o estrado no ponto mais alto. No ponto mais baixo, sem a regulagem, a altura mínima é de 60 cm. Caso contrário, há risco de o bebê pular por cima das grades.

É preciso ter atenção em relação aos berços que se transformam em mini-cama. A ideia de aumentar o período de vida do produto é muito boa, mas é importante verificar se ele continuará trazendo aconchego, beleza e principalmente segurança à criança. O ideal é que os bebês fiquem no berço até pelo menos dois anos de idade. Depois disso, a mini-cama com grade lateral é o mais indicado.

Outra dica interessante, mas que não é obrigatória na norma é utilizar berços que possuem a opção de instalação de protetor de PVC na parte superior da grade. Estes protetores facilitam a higienização e preservam o acabamento do produto.

Por fim, é importante saber sobre a idoneidade da fábrica e da loja. Pesquise empresas que sejam tradicionais no segmento, que tenham respeito ao consumidor, com garantias, padronização em seus processos e certificados de qualidade, como ISO 9001. Quanto ao produto, solicite o atestado de certificação atualizado. Este documento garante que o produto foi exaustivamente testado quanto à sua flexibilidade, durabilidade e quanto à utilização de pintura atóxica.

Escolhendo o produto certo, cabe aos pais manterem-se atentos aos movimentos do bebê. Afinal, mesmo seguindo a todos os requisitos das normas, o mais importante é ficar de olho na criança para evitar acidentes. A saúde e a segurança do seu filho não tem preço.

 

Fonte: https://www.campograndenews.com.br/artigos/a-importancia-do-berco-na-vida-do-bebe

 

Bullying: o perigo está ao lado

Em uma sociedade excludente, o bullying cresce a cada dia

O fenômeno bullying tem causado preocupação entre os pais e educadores. Trata-se da violência física e verbal (humilhação, discriminação, deboche, exclusão, apelidos pejorativos) entre crianças e adolescentes. O bullying pode gerar transtornos psíquicos capazes de trazer consequências para a vida toda.

Em uma sociedade excludente, o bullying cresce a cada dia. No Brasil, 45% das crianças ou adolescentes já sofreram algum tipo de agressão emocional ou física. São números assustadores. A agressão acontece em diversos ambientes frequentados pelos jovens, mas especialmente no que deveria ser o mais protegido: dentro das escolas. E recentemente vem ocorrendo via internet, com a popularização de comunidades como o Facebook, gerando o cyberbullying. Esse tipo de violência nem sempre fere o corpo, mas invariavelmente machuca a psique, destrói os sonhos, asfixia a autoestima, a liberdade e o encanto pela vida.

Chamar uma criança ou um adolescente de baleia, elefantinho, botijão de gás, por estar acima do peso, é uma brutalidade sem tamanho. Cabeção, narigudo, magricela, branquela, negrinho são palavras cortantes. Não há “brincadeiras” inocentes quando se diminui, se inferioriza ou se humilha uma pessoa, seja quem for. Jamais um jovem deveria ser feito de palhaço ou menosprezado por características físicas, psíquicas, culturais ou religiosas.

Pais e professores precisam dar atenção especial a essa agressividade. Uma criança sofria de grave miopia, o que a obrigava a usar óculos. Os colegas constantemente a humilhavam, chamando-a de “quatro olhos” e “ceguinha”. Como se já não bastasse o constrangimento dos apelidos maldosos, esses mesmos colegas passaram a retirar os óculos da menina no horário do recreio, isolando-a assim dos outros. Ela ficava sozinha na sala de aula, vivenciando rejeição e solidão. Seus pais e professores não se deram conta das mudanças que se operavam, fazendo com que a menininha crescesse insegura, frágil, hipersensível e depressiva. Sutis agressões mudaram sua história.

Essa agressão causa enormes prejuízos no desenvolvimento emocional e às vezes cognitivo, no funcionamento da mente e na percepção da realidade. Vários estudos relatam que crianças que são objeto de zombaria quando pronunciam palavras erradas na frente de colegas têm enorme dificuldade para falar em público espontaneamente. Mesmo adolescentes considerados “gênios” desenvolvem insegurança, depressão ou até fobia social quando são desprezados por alguma anomalia física ou de comportamento. Jovens intelectualmente brilhantes, mas que foram humilhados pelo desempenho deficiente em algumas provas escolares, tornam-se vítimas do sentimento de incapacidade e bloqueiam sua capacidade de raciocinar. Alguns jovens que saem assassinando colegas de escola e assombrando o mundo com sua agressão foram frequentemente assombrados pelo bullying ao longo da sua história.

Um dos maiores erros educacionais é investir na prevenção das agressões, descuidando de fortalecer os jovens para que se tornem capazes de se proteger dos ataques. É fundamental aprender a proteger-se emocionalmente, e esse é um aprendizado que deve ser intensamente trabalhado em casa e na escola.

Preocupo-me muito em preparar os jovens para a vida. Proteger a emoção é apenas uma das ações necessárias. Entre outras, destaco pensar antes de reagir, expor e não impor ideias, trabalhar perdas e frustrações, resiliência, raciocínio esquemático, cidadania, espírito empreendedor, responsabilidade ambiental.

Alguns podem achar que a tentativa de trabalhar essas funções no psiquismo da juventude parece um grito no deserto, algo distante de qualquer possibilidade de realização. Para mim, é meu grande sonho. Sonho em dar uma humilde contribuição para formar pensadores, atores sociais saudáveis e autores da própria história. O futuro da humanidade depende dos jovens de hoje.

 

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/bullying-o-perigo-esta-ao-lado/

Não limite os passos do seu bebê

Muitos pais colocam os bebês em andadores acreditando que com essa atitude seus filhos irão começar a andar mais cedo

Depois de três meses de idade, um bebê mediano começa a rolar deliberadamente (e não acidentalmente como anteriormente fazia). Primeiramente, o movimento de rolar será de frente para trás, depois de trás para a frente. Com seis meses de idade, o bebê irá conseguir sentar-se sem apoio. Entre os seis meses e os dez meses, a maioria dos bebês começam a se deslocar por conta própria: arrastando-se e engatinhando.

Bebês que engatinham tornam-se mais sensíveis ao lugar onde os objetos estão, começam a perceber mais o que mundo que o cerca. Se os objetos que o rodeiam podem se deslocar e como eles se parecem. É uma fase de muitas descobertas.

O ato de engatinhar auxilia para que o bebê comece a desenvolver noções de distância e profundidade. A partir do momento que ele começa a ter autonomia para se movimentar mais, o bebê começa a ouvir advertências do tipo “Volte aqui”. Quando os adultos pegam o bebê e os vira em outra direção mais segura, o bebê irá começar a se lembrar dessas instruções quando ele seguir para uma direção de um objeto proibido. Com isso, o condiciona a olhar para os cuidadores para saber se uma situação é segura ou perigosa, surgindo, assim, uma habilidade já conhecida como referencial social.

Ao segurar nas mãos de alguém ou se apoiar em algum móvel, o bebê consegue ficar de pé pouco depois dos sete meses de idade. Em pouco tempo, o bebê irá largar o apoio e ficará de pé sozinho. Um bebê mediano conseguir ficar em pé normalmente uma ou duas semanas antes do primeiro aniversário (ou seja antes de 1 ano de idade). Logos após o primeiro aniversário, uma criança mediana consegue andar razoavelmente bem.

Muitos pais colocam os bebês em andadores acreditando que com essa atitude seus filhos irão começar a andar mais cedo. O andador restringe a exploração motora do bebê, além de limitar a visão que o bebê tem acerca dos seus próprios movimentos, com isso, os andadores podem retardar o desenvolvimento da habilidade motora de seu bebê, afetando assim na psicomotricidade do mesmo.

Com dois anos de idade, a criança começa a subir degraus, um de cada vez, colocando um pés após o outro no mesmo degrau, mais tarde ela alternará os pés. Somente depois é que ela irá passar a descer degraus. Aos 3 anos de idade, a criança já consegue correr, pular, equilibra-se brevemente em um pé só e a partir daí ela começa a saltar.

Marcos do Desenvolvimento Motor:

Habilidade 50% 90%
Rolar 3 meses 5 meses
Pegar um chocalho 3 meses 4 meses
Sentar sem apoio 5 meses 7 meses
Ficar em pé apoiando em algo 7 meses 9 meses
Pegar com o polegar e o indicador 8 meses 10 meses
Ficar em pé sozinho e com firmeza 11 meses 13 meses
Andar bem 12 meses 14 meses
Montar uma torre com 2 cubos 14 meses 20 meses
Subir escadas 16 meses 21 meses
Pular no mesmo lugar 23 meses 24 meses
Copiar um círculo 3 anos 4 anos

A relação entre o corpo e os objetos situados no espaço ao seu redor contribui para a consciência de si próprio e contribui para o seu desempenho no espaço. Com a percepção ampla do corpo, vem uma seguinte etapa, a de consciência de cada segmento corporal, qual realiza de forma interna (sentindo uma parte de seu próprio corpo) e externa (a percepção em relação ao corpo alheio como se fosse um “espelho).

Ajuriaguerra (1972) defende a ideia de que a por meio do corpo a criança elabora todas as suas experiências vitais e contribui para a organização de sua personalidade. A construção da imagem corporal está associada as estruturas mentais, devido a maturação cognitiva os movimentos se tornam mais elaborados, coordenados e complexos.

Devido a imagem corporal, a criança começa a delinear as primeiras noções espaciais, devido a distância percebida entre ela e o objeto, e a partir de seu próprio corpo a criança esboça as primeiras noções de profundidade, quando ela flexiona o tronco de seu corpo.

A evolução da imagem corporal e a aprendizagem dependem de um equilíbrio entre a quantidade e a qualidade das relações integradas: objeto, corpo e meio social. A imagem corporal contribui também para a organização das emoções, que naturalmente depende da relação e interação com o outro, aliás, também fatores como tempo e momento.

Na criança sua imagem corporal depende, compreende e completa-se na imagem do corpo do outro e os outros que a rodeiam a envolvem, até porque o outro para criança é o centro de suas atenções e motivações, com isso a criança canaliza toda a sua afetividade nessa interação com o outro.

 

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/nao-limite-os-passos-do-seu-bebe/

Mimar não é amar

Crianças mimadas crescem egocêntricas e não respeitam a autoridade dos adultos

Atualmente, é muito comum ver crianças nos corredores do shopping, supermercados ou em uma loja de brinquedos dando um “show” de berros, choros ou se debatendo no chão, porque querem alguma coisa e seus pais não querem ou não podem dar. Para minimizar essa vergonha em público, os pais ou adultos que acompanham a criança acabam cedendo, e aí o jogo fica 1 x 0 para a criança, que na próxima vez já saberá o que deve fazer para conseguir o que quer.

De acordo com a coach familiar Valéria Ribeiro, existem vários fatores que levam uma criança a ser mimada e todos eles estão relacionados aos comportamentos dos adultos que convivem com essa criança, indo desde a superproteção até uma certa negligência. Entre esses fatores estão: o desacordo dos pais sobre qual método de educação usar (rivalidade entre o casal); sobre algo que é proibido em um dia e permitido em outro; pais muito ocupados que querem compensar o filho pela sua ausência, dando presentes e realizando desejos além do que é normal (aniversário, Natal ou um dia especial); medo de que aconteça algo muito ruim para o filho; pais que tratam seu filho como um bibelô; pensam que os filhos têm que ter tudo aquilo que os pais não tiveram; e medo de não serem amados ao dizer “não”, frustrando os desejos da criança.

A questão é que os pais só entenderão que têm um filho mimado muitos anos depois, quando os caprichos da criança se tornarem normais e suas demandas aumentarem. “A criança mimada é aquela que não aceita uma frustração e sempre reage querendo se posicionar no centro das atenções.

 

São vários os sinais que indicam que uma criança é mimada:

Quando os pais acreditam que o filho está sempre certo, independentemente da situação, e mesmo que o filho esteja errado.

– Dependência exagerada dos pais para tomada de decisão (superproteção)
– Dificuldade em dividir
– Birras frequentes
– A criança só come a comida favorita dela
– Nunca ajuda os pais ou outra pessoa
– Mostra desagrado com frequência
– Usa de manipulações
– Sempre precisa ser convencida e persuadida
– Não aceita não como resposta

Há uma diferença entre mimar e dar afeto. É preciso encontrar o equilíbrio entre dar afeto e situações em que a vontade dos pais deverão prevalecer, não por serem pais autoritários, mas por saberem o que é melhor para a criança naquele momento. Segundo a especialista, o mimo é quando a criança é tratada com carinho excessivo, satisfazendo todas suas vontades. Mimar uma criança é amar do jeito errado.

Criança que é mimada tende a não respeitar regras quando for adolescente ou adulto. Afinal, ela foi criada como a ‘dona do mundo’ e tudo o que ela deseja deve ser satisfeita, destaca. Além de que, na fase da adolescência ela pode passar a ter comportamentos de risco ou desenvolver comportamento delinquentes, tais como praticante de bullying, pois foi tratada como “realeza” a vida toda e não tolera que outra pessoa não concorde com seu jeito de pensar e agir.

Apesar dos pais acreditarem que uma criança mimada não tem mais solução, isso não é verdade, mas é certo que dará bastante trabalho e exigirá persistência, paciência e determinação dos pais para que os comportamentos e atitudes mudem, até o ponto em que a criança reconhecerá e respeitará os limites a ela impostos. Durante o processo de reeducação fale com voz calma, mas firme, diga a criança o quanto a ama, mas que seus comportamentos errados devem ser corrigidos. Converse com toda a família, isso inclui avós, tias e babás, sobre a reeducação e a importância para a criança, para que suas atitudes não caiam por terra por ter algum adulto que está satisfazendo as vontades da criança secretamente.

 

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/mimar-nao-e-amar/

Dicas – Sono, dor ou fome? Como identificar o choro do bebê

Imagine só se todo bebê viesse com um manualzinho de instruções explicando, detalhadamente, o significado de cada choro em seus primeiros meses de vida? Nossa rotina seria bem mais fácil, não é mesmo?

Mas como isso não é possível, o jeito é prestar atenção no pequeno e tentar entender o que ele quer dizer com cada chorinho —se é fome, sono, frio, fralda suja ou se está só precisando de carinho, por exemplo. Você já está craque em desvendar esses mistérios?

O primeiro passo para tentar ficar “expert” no assunto é partir para a tarefa de “exclusão”. Quando ele começar a chorar, tente fazer um retrospecto das últimas horas: faz tempo que ele mamou? A fralda está suja? Estou o estimulando há quanto tempo? Será que não está cansado? Provavelmente, você encontrará algumas pistas (e a resposta!). Já experimentou fazer isso?

Outra dica é tentar identificar o choro na fase pré-desespero e tentar agir nesse tempo. Quando o bebê começa a ficar desesperado, é mais complicado manter a calma para entendê-lo. E, caso ouça mais de um tipo de choro, tente perceber qual é predominante e foque nele.

Ainda confusa? Para te ajudar, veja alguns exemplos comuns:

Fome: o bebê geme e seu incômodo só passa após ser alimentado.

Dor: gritos agudos intercalado com pequenos intervalos.

Cólica: choro agudo e intenso. As perninhas geralmente se esticam e encolhem e o choro vem acompanhado de caretas.

Sono: choro nervoso acompanhado da criança agitada.

Excesso de estímulo ou irritação: é um choro meloso que acontece no fim de um dia agitado.

Emocional: geralmente, o choro é acompanhado de soluços. Parece que o bebê está “engasgado”.

 

Fonte: https://escolhademae.com.br/bebes-0-12-meses-17/sono-dor-ou-fome-como-identificar-o-choro-do-bebe-13

Dicas – Como estimular a fala da criança

Pesquisa mostra que ações não-verbais podem ser tão importantes quanto o bate-papo para melhorar esse aprendizado. Saiba mais.

Quando meu filho vai começar a falar? Qualquer pai e mãe se faz essa pergunta e espera ansiosamente pela primeira palavra do bebê. Em média, as crianças começam a balbuciar com 1 ano. Os primeiros sons estão mais para sílabas do que palavras, como “mã” e “pa”. Mas não importa como aconteça, esse momento trará uma emoção enorme.

Para que a criança continue desenvolvendo suas habilidades com a fala, é preciso estimulá-la. O jeito mais natural de fazer isso é conversar com os bebês. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade de Chicago (EUA) provou que ações não-verbais podem ser tão importantes quanto o bate-papo para melhorar esse aprendizado.Por exemplo, o ato de apontar para um livro enquanto se diz “a mamãe vai pegar um livro” facilita a memorização dessa palavra.

O estudo avaliou 50 bebês entre 14 e 18 meses e gravou vídeos enquanto eles interagiam com os pais. Uma das descobertas foi que o uso da fala associada a um contexto específico (falar “livro” quando se está perto de uma estante) variou muito de um pai para o outro. Os filhos daqueles que falavam mais palavras relacionadas ao contexto ou aos objetos em questão apresentaram um vocabulário mais amplo três anos mais tarde. Segundo os pesquisadores, com pequenos ajustes nas conversas os pais podem dar um estímulo mais eficiente à fala das crianças.

De acordo com a fonoaudióloga Ana Maria Hernandez, coordenadora da equipe de fonoaudiologia do Hospital Santa Catarina (SP), falar dentro de um contexto e fazer gestos (como apontar para o objeto) podem favorecer o aprendizado, pois é uma maneira de o adulto apresentar o mundo para a criança. No entanto, a fala também depende de vários outros fatores para se desenvolver. “Ela é uma expressão da linguagem e, como tal, resulta da integração entre diversos sistemas. A criança precisa estar com o sistema neurológico preservado, a parte motora e psicológica também”. Ou seja, até o carinho que você dá para o seu filho pode fazer diferença no desenvolvimento da fala.

A seguir, listamos algumas dicas que você pode adaptar sem muito trabalho ao seu cotidiano:

Narre o mundo
O conceito pode parecer estranho, mas na prática é muito simples. Converse com o seu bebê sobre aquilo que o rodeia. Na hora de trocar a fralda, por exemplo, vá nomeando suas ações: “vou limpar seu bumbum, vamos colocar uma fralda limpinha, você vai ficar cheiroso”. Durante um passeio no parque, apresente as árvores, a grama, os passarinhos. Apontar, como explicado na pesquisa, também é um ótimo recurso porque dá forma às palavras. A criança associa o som ao objeto e fica muito mais fácil decorar o nome dele.

Atenção ao tom de voz
Quando falamos, colocamos sempre uma entonação em nossa voz, que pode significar dor, alegria, tristeza… Não tenha medo de se expressar na frente do seu filho, porque isso vai o ajudar a decodificar as emoções.

Dê atenção e espaço para o bebê
Passar um tempo se dedicando integralmente à criança é importante para criar um ambiente emocional saudável e também para perceber o que ela tem a dizer, mesmo que não o faça com palavras. Dê espaço para a criança demonstrar seus sentimentos e suas vontades. Ou seja, você não precisa ficar falando sem parar na frente do seu filho achando que assim ele vai começar a falar mais cedo. Dar espaço para o silêncio também é importante – ele também é uma forma de comunicação.

Cante. Sem medo de desafinar
Além de conversar, cantar pra criança é essencial. A sonorização, a rima e o ato de cantar transformam a fala em brincadeira, e isso comprovadamente ajuda o desenvolvimento da linguagem, do vocabulário e facilita o período de alfabetização. Outro ponto forte das músicas são os refrões porque a repetição prende a atenção das crianças. Permita que seu filho conviva com diferentes sons e melodias. “Muita gente entra naquela discussão de direitos humanos, que ‘atirei o pau no gato’ passa uma mensagem de violência, mas nos primeiros anos para a criança o que importa é a sonoridade”, diz a pedagoga Eliana Santos, diretora pedagógica do Colégio Global (SP).

Leia histórias e poesias
As histórias, além do estímulo que representam à imaginação, aumentam o vocabulário e a curiosidade sobre a linguagem. Os poemas, assim como as músicas, têm ritmo e sonoridade bem acentuados. Comece com os textos de rimas diretas e, aos poucos, vá sofisticando. Vale lembrar que a leitura não pode ser mecânica. Coloque emoção e pontue cada frase.

Explore sinônimos
Quando seu filho perguntar “qual é o nome disso?”, não se contente em dar uma só resposta. Claro que nem todos os sinônimos ela vai memorizar imediatamente, mas no dia a dia procure variar o jeito como você define as coisas. Eliana dá um exemplo divertido que usava em sua própria casa: “Eu falava para lavar as nádegas em vez de bumbum. Aos poucos, a criança vai enriquecendo seu vocabulário.”

Permita a convivência
Conviver com outras crianças é importante. “Quando uma criança convive com a outra, ela observa muito e repete. Essa troca enriquece sua experiência”, afirma Eliana.

Criança aprende brincando
É isso mesmo. Nada de transformar o aprendizado da criança em algo mecânico. Se a criança está se divertindo e fazendo determinada atividade com prazer, ela aprende muito mais rápido. A dica aqui é: entre pela porta que ela abre para você. Ou seja, se ela se mostrou interessada por um livro específico, em vez de forçar a leitura de outro, ajude-a a explorá-lo. Se ela está tímida, não a obrigue a ficar no colo de todos os parentes da festa. E nada de desespero: se você prestar um pouquinho de atenção, vai identificar a vontade do seu filho em determinado momento.

 

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Desenvolvimento/noticia/2013/07/como-estimular-fala-da-crianca.html