Bullying: o perigo está ao lado

Em uma sociedade excludente, o bullying cresce a cada dia

O fenômeno bullying tem causado preocupação entre os pais e educadores. Trata-se da violência física e verbal (humilhação, discriminação, deboche, exclusão, apelidos pejorativos) entre crianças e adolescentes. O bullying pode gerar transtornos psíquicos capazes de trazer consequências para a vida toda.

Em uma sociedade excludente, o bullying cresce a cada dia. No Brasil, 45% das crianças ou adolescentes já sofreram algum tipo de agressão emocional ou física. São números assustadores. A agressão acontece em diversos ambientes frequentados pelos jovens, mas especialmente no que deveria ser o mais protegido: dentro das escolas. E recentemente vem ocorrendo via internet, com a popularização de comunidades como o Facebook, gerando o cyberbullying. Esse tipo de violência nem sempre fere o corpo, mas invariavelmente machuca a psique, destrói os sonhos, asfixia a autoestima, a liberdade e o encanto pela vida.

Chamar uma criança ou um adolescente de baleia, elefantinho, botijão de gás, por estar acima do peso, é uma brutalidade sem tamanho. Cabeção, narigudo, magricela, branquela, negrinho são palavras cortantes. Não há “brincadeiras” inocentes quando se diminui, se inferioriza ou se humilha uma pessoa, seja quem for. Jamais um jovem deveria ser feito de palhaço ou menosprezado por características físicas, psíquicas, culturais ou religiosas.

Pais e professores precisam dar atenção especial a essa agressividade. Uma criança sofria de grave miopia, o que a obrigava a usar óculos. Os colegas constantemente a humilhavam, chamando-a de “quatro olhos” e “ceguinha”. Como se já não bastasse o constrangimento dos apelidos maldosos, esses mesmos colegas passaram a retirar os óculos da menina no horário do recreio, isolando-a assim dos outros. Ela ficava sozinha na sala de aula, vivenciando rejeição e solidão. Seus pais e professores não se deram conta das mudanças que se operavam, fazendo com que a menininha crescesse insegura, frágil, hipersensível e depressiva. Sutis agressões mudaram sua história.

Essa agressão causa enormes prejuízos no desenvolvimento emocional e às vezes cognitivo, no funcionamento da mente e na percepção da realidade. Vários estudos relatam que crianças que são objeto de zombaria quando pronunciam palavras erradas na frente de colegas têm enorme dificuldade para falar em público espontaneamente. Mesmo adolescentes considerados “gênios” desenvolvem insegurança, depressão ou até fobia social quando são desprezados por alguma anomalia física ou de comportamento. Jovens intelectualmente brilhantes, mas que foram humilhados pelo desempenho deficiente em algumas provas escolares, tornam-se vítimas do sentimento de incapacidade e bloqueiam sua capacidade de raciocinar. Alguns jovens que saem assassinando colegas de escola e assombrando o mundo com sua agressão foram frequentemente assombrados pelo bullying ao longo da sua história.

Um dos maiores erros educacionais é investir na prevenção das agressões, descuidando de fortalecer os jovens para que se tornem capazes de se proteger dos ataques. É fundamental aprender a proteger-se emocionalmente, e esse é um aprendizado que deve ser intensamente trabalhado em casa e na escola.

Preocupo-me muito em preparar os jovens para a vida. Proteger a emoção é apenas uma das ações necessárias. Entre outras, destaco pensar antes de reagir, expor e não impor ideias, trabalhar perdas e frustrações, resiliência, raciocínio esquemático, cidadania, espírito empreendedor, responsabilidade ambiental.

Alguns podem achar que a tentativa de trabalhar essas funções no psiquismo da juventude parece um grito no deserto, algo distante de qualquer possibilidade de realização. Para mim, é meu grande sonho. Sonho em dar uma humilde contribuição para formar pensadores, atores sociais saudáveis e autores da própria história. O futuro da humanidade depende dos jovens de hoje.

 

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/bullying-o-perigo-esta-ao-lado/

Anúncios

Por que é tão legal ter filhos quase da mesma idade.

Desde que o Felipe nasceu e eu saio com os dois, sempre ouço a pergunta: “nossa, são gêmeos? ” E até hoje é assim, TODOS OS DIAS pelo menos uma vez por dia, ouço essa pergunta.

E é engraçado, porque eles tem 1 ano e 5 meses de diferença, e o Tiago é só um pouquinho mais alto do que o Felipe. O Ti tem cabelo liso e o Fê enroladinho, mas as feições são muito parecidas. Parecem e não parecem gêmeos…rs

Na verdade o começo é sim MUITO complicado!! Eram dois bebês, com idades e necessidades diferentes, porém quando eram bebês eles precisavam muito de mim, o tempo todo, uma coisa que chegava a sufocar de tanta necessidade. Não tinha tempo para mim, não tinha tempo para cuidar de nada além deles, e do Pedro, o mais velho que na época do nascimento do Tiago tinha 7 anos, e do Felipe 8. Ou seja, o Pedroca teve que se acostumar com dois irmãos mais novos quase que ao mesmo tempo…não foi fácil para ele também, vou contar sobre isso em um outro post.

Mas e os meus gêmeos?? Hoje eles são mega unidos e bagunceiros, brigam e brincam juntos, são companheiros, se ajudam, já começaram a ser cúmplices (na bagunça) e parceiros também (um não acusa o outro, eles se protegem). E por que é bom ter filhos com idades tão próximas?

DSC_0764

  •  O trabalho é todo de uma vez só. Muito trabalho eu diria. É um turbilhão de coisas para fazer todos os dias. E uma coisa emenda na outra, é loucura. Por exemplo: troca uma fralda de cocô, na sequência troca o outro porque vazou xixi, prepara a mamadeira de um com o outro pendurado no peito, coloca os dois no colo, um dorme e o outro acorda, enfim….Mas é TUDO de uma vez só!
  •   Dois irmãos quase da mesma idade dão menos trabalho do que um sozinho. Essa é a conclusão que eu chego, pois se você tem só um em casa, ele te solicita muito o tempo todo, enquanto que dois juntos se viram. Eles criam coisas para fazer juntos, brincam, pegam as panelas, colocam e tiram fantasias, assistem tv, eles se divertem juntos. A casa fica uma zona, mas e daí? São crianças, depois a gente dá um jeito (e eles tem que ajudar). Os pais não são tão solicitados nesses momentos. Ah, lógico que tem muita briga também, mas faz parte!!
  • Hoje meus pequenos tem 4 e 2 anos e 9 meses e eles já são muito amigos. O turbilhão já passou. Vejo eles crescendo juntos, se ajudando, a amizade crescendo, compartilhando coisas, descobertas e risadas, um sente a falta do outro, querem sempre estar juntos e isso me deixa muito feliz!
  • Roupas e sapatos também são compartilhados e guardados de um para o outro. No caso dos meus meninos, que são dois piticos, eles compartilham roupas (sim, desisti de fazer uma gaveta para cada um, no fim mistura tudo mesmo!!), sapatos ainda não, mas os sapatos do Ti estão sendo devidamente guardados para o Fê. É uma super economia!!

 

E gente, o tempo passa tão rápido….é clichê sim, mas parece que foi ontem que eu estava quase enlouquecendo com dois bebês em casa e hoje eles dormem a noite toda….Passou!! Muitas mães me perguntam se é legal ter dois filhos com idades tão próximas e eu digo que SIM!! É muito legal! Algumas querem esperar o mais velho crescer para tentar o próximo….claro, cada família é de um jeito, tem sua estrutura e sua rotina, mas não esperem muito não (o Felipe veio de surpresa viu…rsrs)! É muito bom vê-los crescer juntos, amigos e companheiros. É um amor que cresce a cada dia na gente e neles também e a certeza de que quando nós, os pais, não estivermos mais aqui, eles terão um ao outro!

 

 

1ª Festa junina dos pequenos: da expectativa à frustração

As primeiras datas comemorativas são sempre muito especiais, principalmente para os pais de primeira viagem, pois é inevitável criar uma expectativa em torno de algo que não conhecemos.

Quando os pequenos começam a frequentar a escolinha, as festinhas comemorativas começam a aparecer. Uma delas ( a mais deliciosa na minha opinião…rsrs) é a festa junina.  Então, a escola manda um comunicado com a data e horário da festa, os trajes, enfim, todas as informações necessárias e a família começa os preparativos.

E, durante essa preparação cria-se um expectativa enorme de que seu filho/filha vai arrasar, vai dançar, pular, cantar as musiquinhas, afinal, eles passaram um mês ensaiando!! E às vezes a realidade é muito diferente do que imaginamos.

Vamos pensar no lado das crianças: elas ensaiaram sim, mas com a professora e os amigos, pessoas com as quais ela já está acostumada. De repente ela se vê no meio de estranhos, de barulho, de muita gente e sim, ela pode recuar. Ela pode chorar, ficar irritada e se recusar a participar. E tudo isso é super normal, nós é que temos que entender. Apesar de estar em um ambiente (espaço) que ela já domina, aquelas pessoas e aquela música muito alta são estranhas para ela.

Outra coisa que às vezes acontece: a festinha é marcada em um horário diferente do horário da aula, em um horário em que a criança está acostumada a dormir, por exemplo. Claro que ela vai ficar irritada!! Cabe aos pais, nesses casos, mudar a rotina nesse dia para que ela durma antes (ou logo depois) da festa.

Eles são muito pequenos, ainda estão se acostumando com esse mundo, a primeira festa junina é uma novidade! Então, vamos com calma. Não podemos ficar bravos, nem nos estressar porque os pequenos não quiseram participar. E vale uma conversa com a família toda também (avós, tios, padrinhos, todos que estavam presentes). Nada de ficar falando “ah, mas o vovô queria tanto te ver dançar” ou ” a titia veio de tão longe pra te ver dançar”. Esse tipo de comentário pode deixar a criança mais triste ainda, porque ela sabe que deveria ter se apresentado mas não conseguiu.

Os pais devem se posicionar de uma maneira a acalmar os filhos e dizer que tudo bem. Se nesse ano não deu, vamos deixar para o próximo. Os pais devem transmitir segurança e a certeza de que nada mudou, que a criança está linda e que tudo bem se ela não se apresentou. Os pais são o porto seguro dos filhos, sempre.

Menos expectativa papais e mamães, assim se algo não sair como planejado, a frustração será bem menor. Isso vale para todas as primeiras festinhas!

Ah, uma dica muito legal! Na loja, temos disponível o “Kit Festa Junina Fácil”, para facilitar mesmo a vida das mamães. Ele foi criado para customizar uma roupa que os pequenos já tenham em casa. Clique nesse link e veja todas as informações : http://bit.ly/kitfestajuninacabidinhostore. Ou se preferir acesse: http://www.cabidinho.com.br

 

festa junina

Sim! Crianças que lançam moda.

Há algum tempo atrás, na minha não tão distante infância…rsrsrs, eu não era ligada em moda. Nunca fui. Algum tempo depois, em minha adolescência, comecei a curtir mais o assunto, mas não me lembro de ver ou ler sobre crianças que lançavam moda. A gente se espelhava nos outros adolescentes e adultos e gostava mais do estilo de um ou de outro, gostava de usar roupas parecidas – às vezes as roupas nem precisavam ser parecidas, bastavam ser do mesmo estilo. Quando criança, minha mãe me vestia e ok…estava tudo certo. Fui uma adolescente com estilo muito largado. Nada de marcas, grifes, roupas combinando com sapato, nada disso. Gostava de rock ´n roll e me lembro da época em que as bandas grunge de Seattle surgiram…ah, eu achava demais!! Gostava de algumas bandas e músicas sim, mas AMAVA aquele estilo largado, camisa xadrez, várias pulseiras no braço, meninos de cabelo comprido, enfim, me identifiquei! Mas eu tinha meus 15, 16 anos. Hoje existe um fenômeno que não me lembro de ter vivido ou visto…as crianças lançam moda!! As crianças usam as tendências da moda…e gostam! E pedem para as mães roupas iguais as do fulaninho famoso (normalmente filho de alguma celebridade).

moda-para-crianças-4

As crianças de hoje escolhem as roupas que querem usar. Meu filho de 2 anos e meio recusa algumas roupas que quero que ele vista, vai no seu armário e me diz o que quer usar. DOIS ANOS E MEIO!! Tento enrolar e colocar o que eu acho melhor (às vezes está frio e não quer por nem um casaco, ou quer usar o mais fininho possível). Ainda consigo enrolar, mas não por muito tempo.

Muitas vezes eles querem (as meninas se ligam mais nisso) usar algo que viram na tv. Algo que uma atriz mirim, ou filha/filho de um famoso que saiu na foto da revista estava usando…. roupas, acessórios, botas, sapatos, enfim, as opções são variadas.

E quantas vezes você, mamãe amiga, já comprou uma peça de roupa super hiper mega fofa, com detalhes, com golinha, bem quentinha,cara, que vai deixar seu pequeno lindo… e ele? NUNCA usou. Por que? “Porque aperta”,” porque esquenta muito mãe”, “porque essa gola é muito chata”, “porque incomoda”, etc… E a impressão que tenho é que eles tem suas próprias opiniões acerca do que vestir, do corte de cabelo, do esmalte na unha e outras, cada vez mais cedo. E quanto maiores vão ficando, mais fortes essas opiniões. Mas detalhe: ainda são crianças.

Mas ninguém precisa mais brigar ou discutir por conta de opiniões divergentes no mundo da moda. Hoje em dia temos tantas opções e variedade no que diz respeito a esse assunto que eu acho que o melhor a fazer é ouvi-los com carinho, mas tendo em mente que a última palavra é sua, ou seja, “ok, você não quer colocar essa malha linda que a vovó fez para você? Tá bom, mas nós vamos levar e se esfriar você vai colocar, COMBINADO??” kkkkk…..mais ou menos assim.