MOLEIRA NO BEBÊ: TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE O ASSUNTO

 

Saiba tudo sobre as moleiras, como saber se são normais, os cuidados necessários, a moleira funda ou baixa e a moleira alta
As moleiras são espaços sem ossos na cabeça do bebê. “Elas existem para permitir um adequado crescimento do cérebro no primeiro ano de vida, período onde a cabeça cresce mais”, explica a pediatra Rita de Cassia Silveira, presidente do comitê de neonatologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

Quando a moleira fecha

O fechamento da moleira irá depender do local. “As duas principais são a fontanela anterior ou bregmática que deverá estar fechada até uma ano e meio, 18 meses, de idade e a posterior até 9 meses”, conta Rita de Cassia.

A localização das moleiras

As moleiras estão localizadas nas divisórias dos ossos que compões o crânio. “Um recém-nascido tem até oito moleiras, mas algumas não são visíveis por serem espaços muito pequenos”, constata Rita de Cassia. As principais moleiras são a fontanela anterior, localizada no centro da cabeça do bebê quando o olhamos de cima, e a fontanela posterior, que fica no centro da parte de trás da cabeça.

Moleiras baixas ou fundas

Algumas moleiras podem ficar fundas ou baixas. “Isto ocorre se os ossos estão interpostos, ou houve um parto difícil, pode haver cavalgamento entre as suturas da taba óssea e as moleiras ficam menores, ou até mais fundas, sem significar doença, mas também pode ser sinal de desidratação”, observa Rita de Cassia. Diante de uma moleira funda ou baixa é importante entrar em contato com o pediatra. “Se a causa for desidratação, deve-se aumentar a oferta hídrica e tratar a causa e base”, conta Rita de Cassia. Saiba mais sobre moleira funda aqui.

Moleira alta

Outras moleiras podem estar mais altas, tensas ou abauladas. “Pode significar uma lesão ocupando espaço no cérebro e causando o que se chama de hipertensão intracraniana, condição grave e com uma série de riscos. Ainda pode significar edema cerebral com hipertensão intracraniana”, alerta Rita de Cassia. Diante de uma moleira alta é importante entrar em contato com o pediatra.

Como saber se a moleira está normal

Algumas moleiras podem parecer que estão pulsando, mas não se preocupe, isto é normal, principalmente quando ocorre de forma leve. “O fator de ser pulsátil pode significar hipertensão intracraniana, em alguns casos, mas sempre associado com outras alterações, como malformações congênitas”, conta Rita de Cassia.

A moleira normal é aquela que não está funda ou alta, tem uma apresentação plana e às vezes pulsáteis. “Ela também tem o tamanho de uma a duas polpas digitais”, afirma Rita de Cassia. O principal cuidado que se precisa ter os as moleiras é não bater nelas.

Fonte: https://bebemamae.com/recem-nascido/moleira-no-bebe-tire-suas-duvidas-sobre-o-assunto

Anúncios

De olho nos olhinhos do bebê

Especialista alerta para os sinais que podem não ser vistos pelas mães

Apesar da atenção e dedicação constante que acompanham os bebês durante os primeiros dias e meses de vida, é possível que alguns problemas no olho deles passem despercebidos. A dica é ficar de olhos bem abertos desde o primeiro momento em que o vê, na maternidade, e evitar que o bebê venha a ter problemas de visão.

Na sala de parto, a criança recebe a primeira ação de saúde ocular. Muitas mães desconhecem o procedimento. “Logo após o nascimento, uma gota de nitrato de prata é pingada em cada olho para prevenir doenças oculares graves que podem causar cegueira. Existem 40 milhões de cegos no mundo e pelo menos metade poderia estar enxergando se tivesse recebido socorro imediato”, diz Renato Neves, médico oftalmologista.

“O choro do bebê é um indicador importante. As mães sabem instintivamente que é um sinal de fome ou dor de barriga, mas também pode denunciar incômodos provocados pela conjuntivite. É comum a doença aparecer nos primeiros dias de vida. Por isso, é importante observar se os olhinhos manifestam vermelhidão”, diz Neves. O tamanho dos olhos e sua movimentação também devem ser acompanhados. O olhar que parece fugir naturalmente da luz pode indicar sérios problemas.

A obstrução do canal lacrimal é comum e os pais chegam a se confundir, achando graça no fato de a criança chorar sem lágrima. “O canal lacrimal leva a lágrima para o nariz. Ele pode estar entupido e o tratamento é feito com massagens e uso de colírios antibióticos. Mas o sintoma pode alertar para o tratamento de doenças mais graves”, diz o médico.

Manchas, sinais brancos na menina dos olhos (pupila), ou ainda se a criança estiver demonstrando incômodo na presença de luz, são alertas mais claros de que os pais não devem esperar para levar a criança ao oftalmologista.Vale lembrar que esses cuidados começam até mesmo antes de o bebê nascer, nos exames de pré-natal. Doenças como rubéola, sífilis ou toxoplasmose podem comprometer a visão.

 

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/de-olho-nos-olhinhos-do-bebe/